Pelas redes sociais, o ídolo eterno do Benfica como jogador e treinador Toni, não resistindo a demissão do seu filho António Oliveira do comando do Athletico, saiu atirando.

Entre as matérias de defesa, a mais relevante por ser uma denúncia grave foi essa: “Quando venderam Vitinho, nesse dia que o treinador devia ter saído, porque tiraram quem marcava gols e dava profundidade ao jogo. Foi uma grande experiência em um clube com grande história, mas com um câncer dentro do elenco que destrói o trabalho de um líder”. 

Eu entendo a reação de Toni. Conhecendo bem o sentimento de pai, sei que ele às vezes é incontrolável. Ninguém exteriorizou melhor o sentimento machucado do que Fernando Pessoa, o maior de todos os portugueses: “Quem tem alma não tem calma. Quem vê é só o que vê. Quem sente não é quem é”.

No caso, o líder era o seu filho António Oliveira. Mas quem é o “câncer”?

Interpretadas as palavras de Tóni só há uma conclusão: António Oliveira foi vítima de um complô comandado por um jogador. Ao não o identificar aquele que conceitua como câncer”, o pai de António Oliveira aumenta a tensão no ambiente de conflitos e de desconfiança. É que um jogador pode ter a liderança de provocar uma reação coletiva para derrubar um técnico. Mas, sozinho, não tem a capacidade de fazê-lo.

Agora, além de um técnico, a diretoria tem que procurar quem é o jogador que “destrói o trabalho de um líder”.

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