Não demora mais do que alguns dias, e Fernandinho voltará ao Athletico. E, então, irá se reabrir um velho debate: por que o ídolo que vai embora fracassa ao voltar para a Baixada?

Alex Mineiro, o maior deles, voltou. Fracassando, é preciso recorrer à leitura da história para lembrar da sua segunda passagem pelo Furacão.

Kleberson é um dos valores mais caros da história do Athletico. Saiu do Furacão direto para ser pentacampeão pelo Brasil, em 2002, no Japão. De lá, foi para Manchester United. A sua expressão era tão forte pela campanha no Japão que chegou no Manchester como protagonista na mesma época que chegava um coadjuvante de nome Cristiano Ronaldo. Na volta, não foi o mesmo.

Jadson? Nem é bom lembrar, tantos foram os estragos que fez dentro e fora de campo.

Fernandinho.

Não há risco em afirmar que será um sucesso.  Talvez, a sua verdadeira história no Furacão a ser escrita não seja a da época do seu lançamento, mas, agora, na época de sua despedida.

É que trará de volta as mesmas virtudes técnicas, só que aparelhadas com a experiência dos anos, pelo conhecimento que ganhou ouvindo todos os dias durante sete anos as lições de Pep Guardiola, de disputar e ser campeão de Premier League, jogar todos os anos a Champions League. E tudo isso tornou ainda mais forte a sua personalidade como homem e como atleta.

O seu retorno ao Brasil não é razão do esgotamento de mercado por força da idade (37 anos). Guardiola continuava o querendo. Só retorna ao Brasil porque todo o dinheiro do mundo não seria capaz de matar saudades dos seus valores de vida: a família em Londrina, os estudos dos filhos, os amigos ... e o Athletico.  

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