Opinião

Afinal, o dinheiro que pagou a Baixada é público?

Arena da Baixada

A melhor defesa é o ataque, é um antigo princípio que a vida transportou para o futebol. No futebol esse princípio já não é mais absoluto. A multiplicação de ideias táticas já entendem de que é princípio ter um equilíbrio. Mas há ideias extremistas que entendem que a melhor defesa é a própria defesa.

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A vida já não recepciona mais esse princípio. Para ela, a melhor defesa é oferecer argumentos que façam prevalecer a sua razão. Se essa existir no plano real, não é necessário atacar. A vitória pela consagração da razão própria é incontestável.

Os torcedores coxas reagindo à análise que eu fiz sobre o pedido de recuperação judicial, que irá amortecer o direito dos credores por muito tempo, censuram-me.  Até aí certos ou errados exercem o legítimo direito de crítica e de opinar. No entanto, perdem a razão quando defendem o Coritiba atacando o Athletico por não ter ainda pago a sua parte da construção da Baixada. “Não paga dinheiro público”, atacam.

Se já afirmei a minha opinião sobre esse tal “dinheiro público” da Baixada, não custa repeti-la. É uma injustiça com o Athletico quando se afirma que o dinheiro que construiu a Baixada saiu dos cofres públicos.

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Ao contrário, o Furacão foi e continua sendo vítima ao assumir integralmente a responsabilidade do dinheiro emprestado pela Paraná Fomento. E, para fazê-lo, sob pena de afastar Curitiba da Copa do Mundo, obrigou-se a tornar indisponível todo o seu patrimônio. Como imprimir a natureza de dinheiro público em contratos com garantia real (Baixada e CT do Caju) e ativos financeiros (direitos de televisão e cessão de jogadores)?

O Estado até tem boa vontade de resolver, mas não tem coragem de resolver. O Município não negocia as quotas de potencial construtivo que pertencem ao Athletico, por ser Greca um político rancoroso. A sua omissão é a responsável pela desproporção entre a correção do valor das quotas e o valor atualizado (juros e correção monetária) que deve ser pago à Fomento Paraná.

Não gostaria de voltar ao tema, mas, se o Athletico deve alguma coisa é satisfação à sua torcida. Teria que explicar a razão de ter sido tão transigente e acreditado nos políticos. Se em 2014 tivesse tomado as providências jurídicas hoje o caso já teria sido resolvido por sentença.

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A afirmação de que o Athletico construiu a Baixada com “dinheiro público” só pode ser feita por aqueles que ignoram a diferença entre o dinheiro público e o privado.

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