Pelo Brasileirão, na Baixada: Athletico 1 x 0 Cuiabá

Só o rigor dos números pode insistir na dúvida que eu nunca tive: o Athletico não será rebaixado. Mas não pensem que esse fato vai ocorrer pelo Furacão ser invulnerável.

Dito sem entrelinhas, afastou-se do grupo de rebaixamento muito pelas suas poucas virtudes que, ainda, foram reduzidas por Alberto Valentim, que se supõe ser treinador, e muito pelas fragilidades dos outros.

Como no futebol o motivo se torna irrelevante diante do objetivo alcançado, pode-se afirmar que a vida do bi sul-americano está resolvida no Brasileirão.

A vitória sobre o Cuiabá na Baixada foi aos trancos. Ganhou em razão da pressão da torcida e, outra vez, porque Nikão carregou o time nas costas.

A torcida despertou a consciência dos jogadores do risco real, daí entregarem o corpo. Não precisou entregarem a alma, porque essa sobrava na arquibancada. Porque a alma já estava entregue pela torcida.

Afirmo aos trancos, porque antes de vencer, o Furacão esteve próximo de perder com as chances que o Cuiabá jogou fora com Jenison e Felipe Marques. E, assim, pressionando mesmo em desordem, pressionou até que uma bola de rebote encontrou Pedro Rocha na entrada da área. O gol e o desafogo final, embora Valentim, alterando aleatoriamente o sistema e os jogadores, fez de tudo que não deveria ter feito.

O Athletico brincou com o rebaixamento em 2019 com Diniz, e Tiago Nunes o salvou. Brincou em 2020, obrigando Paulo Autuori tirá-lo do 19º lugar e salvá-lo. Agora foi salvo pela sorte de que pior do que ele há outros.

Houve um momento que fiquei com pena de Nikão. Foi visto defendendo como se fosse zagueiro, marcando e desarmando como se fosse volante, criando como se fosse meia e se não foi visto fazendo o gol, o foi criando a jogada.

Quando Nikão for embora, por algum tempo, haveremos de dizer que dividiu a história recente do Furacão dentro de campo: um antes e outro depois.

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