Se for rebaixado para a Terceira Divisão, o que continua dentro do campo do possível e do provável,  o que acontecerá com o Paraná? A ideia que ganha força entre os tricolores de bom senso é a de que se esse fato ocorrer, a sua existência estará definitivamente comprometida em pouco tempo.

Essa ideia é absolutamente sustentável. Sob o aspecto jurídico, o Paraná só não é uma associação insolvente porque nenhum dos seus credores teve ânimo de pedir a sua declaração judicial. Com uma dívida superior a R$ 50 milhões, seu patrimônio que restou, é gravado com cláusulas de inalienabilidade, como a Vila Olimpica e a Kennedy, com o Município, e a Vila Capanema com a União. Quer dizer, o Paraná só tem direito de uso.

Sou daqueles que não gostaria de ver o Paraná jogando a terceira divisão. Mas, às vezes, penso que, embora maldosa, doida e humilhante, a solução para a salvação do clube, mesmo que a longo tempo, seja essa. Talvez só essa hipótese possa provocar a maior parcela dos paranistas que se omitiu diante deste estado de indigência do clube a que foi atirado diretamente pelo seu presidente Leonardo Oliveira, e por aqueles que estão com ele há anos.

Paraná fora da Terceira Divisão seria solução?

Pergunto: se o Paraná permanecer na segunda divisão, o que irá mudar? A prova de que tudo está sendo feito para nada mudar é a de que a eleição do novo Conselho Deliberativo está travada pela manipulação dos atuais dirigentes, sob a ameaça de derrota.

A questão central não está em mensurar os danos que a queda para a terceira divisão poderá causar. Mas a de que mantendo-se na Segundona continuará vivendo nessa pobreza, sem nenhuma perspectiva. Ao contrário, à salvo, continuando na Segundona, é capaz que parte da torcida organizada trate Leonardo, Casinha e Benedito como “nossos heróis”.

Se ficando na Série B, ocorresse uma reação para afastar esses dirigentes, terá valido à pena sofrer.

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