Há quem indique Athletico e Bragantino como modelos a serem seguidos na transformação dos clubes em sociedade empresária. A simples comparação entre os dois já é um grande equívoco.

O Bragantino está sendo gerado apenas pelo dinheiro da Red Bull. Se deixar de ser um negócio lucrativo, não tendo história e nem torcida para respeitar, nada impede que os austríacos deixem de ser os titulares temporários das suas quotas.

O Athletico é o exemplo bem-acabado para esse modelo que está por vir.  Quase centenário, nasceu por um ato de amor, cresceu, sobreviveu e, agora, vive intensamente na esteira dele em razão da sua torcida e da sua história.

Não obstante submeter-se ao regime jurídico de associação, o Furacão, desde 1995, implantou a gerência empresarial. O dinheiro que o tornou autossustentável, foi e é gerado dentro do próprio clube com o sacrifício de atleticanos e a participação solidária e direta da sua torcida.

A lei que está sendo legislada para facultar a mudança de regime jurídico dos clubes do futebol brasileiro, não pode ter como referência o Bragantino. Ela virá com o objetivo de beneficiar os clubes que têm uma história para contar, e não para abrir um mercado de compra de direitos em benefícios restritivos a empresários.

A simples comparação do Athletico com o Bragantino, mais do que uma equívoco, é uma ofensa ao Furacão.

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