A autoconfiança é uma virtude, mas tem limites. Quando esses são ultrapassados, seja qual for o motivo, tem o poder de provocar fracassos.

A autoconfiança apanhou Tiago Nunes, e passou a ser um elemento nefasto na sua carreira de treinador. Quando deixou o Athletico, calculou mal o passo: o Corinthians deveria a última opção usar o prestígio que adquiriu comandando o Furacão. Desprezou o conselho de que iria para um clube insolvente, de estrutura estrangulada, e de política prostituída por interesses de dirigentes e agentes. Foi demitido por risco de rebaixamento.

Na volta às atividades, aceitou a proposta do único time que não deveria aceitar: o Grêmio. Ignorou o fato relevante que substituir Renato Gaúcho, um ídolo com estátua de bronze, e campeoníssimo, seria um risco muito grande para quem vinha de um fracasso. Foi demitido por risco de rebaixamento.

As conquistas pelo Athletico, agora, só servem para a história dele e do Furacão. Compensadas com os fracassos no Corinthians e no Grêmio seu currículo ficou a zero.

A autoconfiança, às vezes, se torna soberba.

Tiago terá que começar tudo de novo. Recuperando a humildade, irá conseguir por ser um grande treinador.

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