Hotéis seis estrelas jorrando água quente no vaso. Assessores de imprensa rechaçando o mínimo contato com jornalistas. Seguranças atentos. Babás e puxa-sacos rodeando. Bonés importados enviesados equilibrados no cocuruto. Penteados mil. Novelinha enquanto o adversário joga em outro canal. Relógios-apartamento cintilando no pulso. Dirigentes “cagando” para denúncias.

Acertar uma bola em direção ao gol… nada!

De vez em quando – como agora, com a desclassificação do Brasil na Copa América – o futebol “profissional”, de “alto nível”, me causa um bode terrível. Só não largo tudo e viro torcedor do Capão Raso na Suburbana por figuraças como o moleque Cássio Eduardo.

Vinte e quatro anos, formado em Economia, ele teve a moral de meter uma FANTASIA DE PERIQUITO na mochila e se bandear até aqui (ainda estou na Argentina) para acompanhar o torneio. Ele e uma amiga. Sem ingresso, hospedagem, na raça.

Lamentavelmente, a seleção não exibiu o mesmo “comprometimento” e pulou fora logo na estreia do sensacional Nipo-Verdejante em canchas argentinas. Só para chegar ao estádio em La Plata – o local do vexame de Mano Menezes e companhia – o paulista levou horas sacando fotos com os chapas paraguaios.
Não esquenta, Cássio! Esse Brasil não te merece.

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