Salvo alguma zebra, o Atletiba irá decidir o Paranaense-2009. Quem vencer leva a taça e se der empate, ela vai para o J. Malucelli. Este é o cenário após o fim de semana, que deixou o Paraná fora da briga.

Um desfecho que não surpreende. Coritiba e Atlético despontaram como favoritos desde o início da competição. Têm mais investimentos, os melhores jogadores, torcidas que comparecem na hora que o bicho pega. O supermando tornou obrigação o título ficar entre um deles. Se a taça não for para a Arena ou para o Couto, será um vexame.

O Jotinha está aí unicamente por mérito. Cumpriu à risca a cartilha do time campeão. Tem o mesmo técnico há um bom tempo, manteve o elenco do ano interior, reforçou onde precisava. O resto fica pela boa armação do time, repito, o mais constante do campeonato.

Mas, cá entre nós, vai ser broxante ver o Jotinha campeão estadual. Quem vai comemorar? Se pegar um ônibus da linha turismo – desses com terraço ou sei lá o nome daquilo -, cabem time e todos os torcedores no andar de cima.

Seguindo o raciocínio da cartilha, o Paraná fez o caminho inverso. Desmontou o time, não segurou os destaques do ano passado, errou na fórmula de contratações. Até manteve o treinador, mas não deu certo.

A análise do Paraná tem que ser pensando em Série B. Aí, o time está no caminho. Vem crescendo, Velloso mostrou qualidade e com alguns reforços é possível apostar no acesso. Nos três jogos finais, o Tricolor deve pensar não nas migalhas matemáticas que o mantém na luta pelo título, mas na oportunidade de pegar dois times fortes, Atlético e J. Malucelli, às vésperas da Série B.

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Ariel saiu do nada para decidir o Paratiba. É uma estratégia recorrente de Ivo Wortmann, de colocar jogadores “esquecidos” em momentos decisivos. Na primeira passagem dele pelo Alto da Glória quem costumava surgir do nada era o Pepo.

Ariel é mais do que uma simples surpresa, é uma aposta de Ivo para o Brasileiro. O Coritiba precisa de um homem-gol, mas os poucos disponíveis no mercado estão empregados. Dando uma olhada para o banco dos times grandes, as opções são André Lima, do São Paulo, e Reinaldo, do Grêmio. Mas o primeiro é caro demais; o segundo não vale o investimento.

Se a ideia for apostar em Ariel, o Coritiba tem que jogar para fazer a bola chegar nele a todo o momento (alguma hora ele vai acertar) e para explorar o corpanzil do argentino, perfeito para prender a bola de costas para o gol e rolar para a chegada de quem vem de trás.

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Geninho tem reclamado sistematicamente das vaias da torcida e da cobrança a um time que é lider e só depende de si para ser campeão. Paga pela decisão de manter o elenco quase rebaixado. Também põe peso demais no clássico. Se sair vitorioso (o que pode ser conseguido até com um empate), baterá no peito e dirá que avisou. Mas se perder, fica sem argumento. Nos dois casos, foram as escolhas do treinador. Agora, aguenta.

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