A entrevista de Aquilino Romani a Angelo Binder é curta, crua e aterradora como uma boa música punk. Mostra que o Paraná está algemado ao seu elenco e comissão técnica atuais.

A diretoria começou o ano com uma bala só no tambor para acertar dois alvos, técnico e elenco. Errou os dois, como admite Aquilino, e não tem munição para fazer melhor a curto prazo. Se quiser mudar já, precisa se endividar. E sem garantia de que acertará dessa vez.

O mais provável é que o Paraná siga por mais um tempo como está, à espera de que tudo, subitamente, se encaixe, torcendo para que o estrago seja pequeno e o dinheiro chegue logo. Se chegar até o Brasileiro, ótimo, dá para salvar o ano. Se não chegar, o Paraná engatará a terceira temporada seguida em que ficar na Série B será uma vitória.

A culpa é só do Aurival?

Aquilino Romani voltou a falar da herança deixada por Aurival Correia. Herança que também é dele, vice-presidente até dezembro. Como integrante da gestão anterior, tinha o dever de saber das finanças do clube. Assim, ou está arrumando desculpa; ou foi ingênuo por não ver que a coisa degringolava debaixo do seu nariz; ou foi omisso por não tomar atitude como dirigente eleito.

Cadê o cerco à Fúria, Delazari?

No calor do vandalismo pós-rebaixamento do Coritiba, o secretário da Segurança Pública Luiz Fernando Delazari, em entrevista a Carlos Eduardo Vicelli, disse que a ofensiva contra as organizadas não se resumiria à Império e que a Fúria seria a próxima. Já faz mais de dois meses e não há notícia de que algo tenha sido feito contra a organizada paranista.

Domingo, seja no Couto ou no Caranguejão, Império e Fúria estarão frente a frente, como também estiveram na batalha de dezembro (os paranistas pajeando a Young Flu). Como funcionário público (secretários de estado e políticos eleitos são isso), Delazari tem obrigação de dar uma satisfação a quem paga o seu salário. Ou ficará claro que só fez o que fez e falou o que falou em busca de mais holofote – algo bem comum na sua gestão.

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