O New York Knicks está nas cordas, cambaleante, mas vai resistindo às investidas do oponente, o Indiana Pacers. Nesta quinta-feira, a equipe nova-iorquina permaneceu viva no confronto semifinal da Conferência Leste da NBA porque fez valer o trunfo de jogar dentro de casa. No Madison Square Garden, Carmelo Anthony marcou 28 pontos, liderando o time na vitória por 85 a 75 que diminuiu a vantagem na série melhor de sete jogos para 3 a 2.

O pior, porém, está por vir. No sábado, às 21 horas, o round será em terreno hostil. Nesta temporada, o Knicks ainda não venceu o rival como visitante em quatro apresentações. Se quebrar a escrita, força a sétima partida, na Grande Maçã. Se for à lona mais uma vez, fica por lá em definitivo, permitindo ao Pacers decidir a chave com o atual campeão da liga, o Miami Heat, a grande força do torneio.

Pendeu contra o Pacers, neste 5º duelo, a ausência de George Hill. Sem o principal armador, a equipe de Indianápolis cometeu muitos erros, 19, entregando a bola de mão beijada para o outro lado da disputa. A baixa produtividade nos arremessos de quadra contribuiu com o tropeço, afinal, apenas 36,2% dos chutes foram certeiros. A diferença no placar, no entanto, poderia ter sido menor mesmo com o pífio desempenho ofensivo se pelo menos Indiana aproveitasse melhor os lances livres. A trupe errou 14 das 33 bolas arremessadas sem marcação, da entrada do garrafão. É mais do que os 10 pontos que garantiram o sucesso dos anfitriões.

Já pelo lado do Knicks, que ainda não consegue se impôr contra um adversário mais forte fisicamente, a boa notícia foi o espasmo de vida apresentado por J.R. Smith. Considerado melhor reserva da temporada regular, ele sumiu depois de ter sido suspenso de um confronto com o Boston Celtics, na fase anterior dos playoffs. Nesta quinta, marcou 13 pontos, tentou ajudar Carmelo e deu uma esperança de ressurreição ao abalado New York. Se ele realmente reaparecer – tem de fazer bem mais do que neste embate –, o Knicks tem alguma chance de ganhar em Indianápolis, dar um murro bem dado no queixo do rival, e equilibrar de vez a luta pela final do Leste.

O Knicks é aquele pugilista magricela, resistente e ágil, que vê do outro lado do ringue um oponente musculoso e de golpes potentes. Terá de bater muito para derrubar o grandalhão. Mas se alguma pancada do Pacers entrar na defesa e pegar de jeito o rosto nova-iorquino, sweet dreams, baby.

Por ora, quem teve uma bela noite de sono – e sem ironia, nesse caso – foi o San Antonio Spurs. Jogando fora de casa, contra o Golden State Warriors, o time texano selou o triunfo por 4 a 2 na série semifinal da Conferência Oeste. A vitória foi incontestável, por 94 a 82, com o time alvinegro dominando o placar o tempo todo, sem ser realmente ameaçado por Stephen Curry e seus companheiros.

O Spurs tem um elenco mais versátil, capaz de mudar sua estratégia de jogo quando acuado. Aconteceu nesta quinta-feira, com o veterano Tim Duncan indo parar no banco de reservas para dar espaço a uma formação mais leve, ideal para furar a marcação à frente do garrafão adversário.

A equipe do Texas não terá muito tempo para saborear o gosto do sucesso. Vem pesadelo por aí. Já no domingo começa a decisão do Oeste, contra o Memphis Grizzlies, em casa. A expectativa é de muito equilíbrio. São dois times embalados, que preferem o jogo mais lento. O Spurs tem mais opções de elenco, pode apostar na força tanto quanto na técnica.

O Grizzlies depende muito dos brutamontes Zach Randolph e Marc Gasol, que têm bom rendimento defensivo ao mesmo tempo em que contribuem muito no ataque. Z-Bo (Randolph) tem bom arremesso de curta distância e não tem medo de cara feia. Vai pra cima. Gasol tem ótima participação com assistências – média de 4 na temporada regular e 2,9 nos playoffs.

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