A rotina do Coritiba não será nada fácil a partir de agora. O sucesso na Copa Sul-Americana mandou a fatura para o Alto da Glória. Vai ser difícil o clube paranaense não poupar jogadores ou priorizar o Brasileirão, competição na qual sofre ameaça de rebaixamento.

Depois da desgastante partida do meio de semana contra o Atlético Nacional (1 x 1), o Coxa encara o Fluminense neste domingo (23) pelo Campeonato Nacional. Na segunda-feira, às 5 horas da manhã, a delegação embarca para Medellín. O duelo de volta contra os colombianos será na quarta (26). Passará a quinta-feira toda em deslocamento.

Achou ruim? É só o começo.

Por causa das eleições do dia 30/10, o Alviverde volta para o Nacional contra o Botafogo, fora de casa, no sábado (29) – não haverá jogos no domingo de votação. Vai direto para o Rio, descansa um pouco, talvez um treino leve e jogo.

A diretoria do clube até cogitou empurrar a partida contra o Bota para segunda (31), mas achou melhor não arriscar. Por quê? Nada pode ser tão ruim que não possa piorar.

Se avançar às semifinais da Copa Sul-Americana, o Coritiba deverá entrar em campo na primeira semana de novembro. Muitas possibilidades, com planejamento indo para o espaço.

Caso a Chapecoense vença seu desafio contra o Junior Barranquilla (Colômbia), o time de Carpegiani fará o duelo contra os catarinenses. O regulamento prevê que times do mesmo país se enfrentem antes da final. A Chape perdeu o jogo fora do país por 1 a 0.

Mas se o time do estado vizinho for eliminado, o Coxa pode até voltar para Medellín pegar o Independiente ou ir até Assunção para desafiar o Cerro Porteño (0 x0 no jogo de ida) – o local das partidas de semi será definido por sorteio.

Vale lembrar: em 2010, o Goiás foi até a final da Sula,  mas foi rebaixado no Brasileirão. Em 2013, a Ponte Preta também chegou na finalíssima continental, mas caiu para a Segundona. Ambos não foram campeões.

A encruzilhada é sedutora e arriscada. A fatura chegou e o Coxa está na parede.

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