Não muda absolutamente nada a decisão do Supremo Tribunal Federal garantindo que o Sport é o único campeão brasileiro de 1987. Quem viu, leu, ouviu falar sobre a história da Copa União não tem dúvida: o Flamengo foi o legítimo vencedor do Nacional daquele ano.

Os julgadores seguem as leis, o direito, quase sempre ignorando a Justiça, o merecimento.

A decisão da última instância (veja como foi) não coloca essa estúpida discussão em nenhum outro patamar. Mantém as garantias legais de forma definitiva aos pernambucanos, porém o mérito da conquista seguirá em dúvida constante, pois o Leão da Ilha não enfrentou os grandes do país naquela ocasião.

O Sport levantou a taça com endosso cartorial, apenas isso. Seria ofender a coisa julgada mudar tudo nesta altura da história. Mas isso pouco importa para o Flamengo. Não tem taça, mas tem argumentos esportivos irrefutáveis, situações que não estão elencadas em códigos e estatutos.

Há 30 anos a música não muda de nota. Rubro-Negros do Recife desprezam o fato de vencerem um campeonato de segundo escalão e abraçam no simplismo das normas e regulamentos da CBF. E flamenguistas argumentando que venceram o Módulo Verde, grupo de elite de 87, com outras 15 grandes forças do país.

A decisão desta terça-feira (18) no STF faz daquele Fla de Zico e Renato Gaúcho um campeão clandestino, fora da lei, mas campeão.

O Sport que fique com o rótulo, o Flamengo tem a fama.

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