Valterci Santos / Gazeta do Povo
Último Atletiba disputado no Couto Pereira terminou empatado em 0 a 0, mesmo placar da partida que aconteceu no primeiro turno do Brasileirão, na Arena da Baixada

Olhar para o dia 1º de fevereiro deste ano ajuda a explicar por que Coritiba e Atlético chegam ao último Atletiba do ano em 15º e 14º lugar no Brasileiro, respectivamente. Foi nesta data que os rivais se enfrentaram pela primeira vez em 2009: um sonolento 0 a 0, pelo Paranaense, no Couto Pereira.

Era a terceira rodada da competição, alto verão. Uma data infeliz escolhida pela Federação, mas que acabou encobrindo times mal nascidos que pouco lembram as duas equipes que entrarão em campo domingo, novamente no Alto da Glória.

As primeiras mudanças foram no banco de reservas. Ivo Worttmann nem chegou ao final do Paranaense. Geninho acabou o campeonato como campeão, mas acabou se iludindo com uma equipe meia-boca, mantida por uma teimosa gratidão pelo não rebaixamento do ano passado.

Do Coritiba que começou aquele 0 a 0, restam como titulares apenas Pedro Ken e Ariel. Vanderlei e Marcos Aurélio viraram opções de banco. lugar raramente frequentado por Cleiton, Márcio Gabriel e Guaru, peças enferrujadas do elenco. Negociados ou dispensados, Mancha, Felipe, Douglas Silva e Marlos deixaram o clube.

O cenário rubro-negro não é muito diferente. Apenas Galatto, Rhodolfo e Valencia estarão entre as quatro linhas quando Paulo César de Oliveira autorizar o início da partida. Netinho é banco, assim como Chico. Alberto e Rafael Moura estão afastados. Antônio Carlos, Ferreira, Julio dos Santos e Júlio César foram embora.

Se aqueles times estivessem em campo hoje, talvez Atlético e Coritiba estivessem na zona de rebaixamento. As correções de rumo serviram para afastar o perigo no Atlético e, mesmo num processo mais lento, tendem a ter efeito similar no Coritiba.

De qualquer forma, é triste chegar a um Atletiba e constatar quanto tempo foi perdido nos dois clubes.

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