Rodolfo Bührer / Gazeta do Povo

Fazendo um levantamento dos Atletibas em Brasileiros, percebi que o mês em que há maior concentração do clássico no Nacional é outubro. O do próximo domingo será o nono deste mês do ano. Logo atrás vem setembro, com seis disputas.

Sim, eu sei, essa é uma daquelas estatísticas inúteis que não levam a lugar nenhum. Não será esta descoberta que me fará ganhar um prêmio Nobel do que quer que seja. E nem é uma curiosidade assim tão misteriosa.

Não há nenhum estudo científico ou conspiração para aproveitar o inferno astral do Coritiba que concentre o clássico neste período do Brasileiro. Historicamente, o campeonato quase sempre foi disputado no segundo semestre, o que exclui seis meses da parada. Na verdade, também exclui novembro e dezembro, pois os rivais nunca duelaram em fase mais agudas do Nacional.

No tempo dos pontos corridos, é natural que os clássicos fiquem ali pelo meio do turno, que no calendário corresponde a setembro/ outubro.

De qualquer maneira, sempre é bom relembrar Atletibas. Listo as oito disputas de outubro pelo Nacional, com algumas lembranças que tenha delas. Nos comentários, vocês trazem as suas lembranças destas partidas.

Coritiba 1 x 1 Atlético
7/10/1979, no Couto Pereira. Gols: Serginho (C); Flavinho (A).
O Coxa seria semifinalista do Brasileiro neste ano. A base era a mesma do bicampeonato estadual. No Atlético, Roberto Costa já era o goleiro e no banco de reservas estava o novato Lori Sandri.

Coritiba 0 x 0 Atlético
24/10/1993, no Couto Pereira.
Esse eu vi no estádio. Uma porcaria. Dos piores Atletibas que já vi. Em campo, “joias raras” como Jorjão, Ricardo Ferraz, Cosme e Osmar; João Carlos Cavalo, Gune e Assis (ex-Matsubara). Os técnicos, José Teixeira, no Coxa, e Paulo Frossard, no CAP. Os dois times acabaram rebaixados.

Coritiba 0 x 2 Atlético
26/10/1997, no Couto Pereira. Gols: Paulo Miranda e Luizinho Vieira.
O Atlético já era um esboço do time que chegaria à Libertadores dois anos depois, com Flávio, Alberto, Reginaldo e Wílson. O Coxa tinha a base campeã do Febrafu daquele ano, com Pedro Aruba, Zambiasi, Basílio, Cléber e Marquinhos Rosa, entre outros. Curiosidades: anos depois, Luisinho Netto tentou anexar às suas estatísticas pessoais o gol de Luizinho Vieira; Pachequinho jogou pelo Atlético.

Coritiba 2 x 1 Atlético
17/10/1999, no Couto Pereira. Gols: Basílio e Leonardo (C); Kelly (A).
Um baita jogo, com os três gols saindo em um intervalo de cinco minutos, acabou manchado por uma das atitudes mais irresponsáveis da história recente do nosso futebol. Os torcedores do Atlético foram colocados no anel inferior dos gols de fundos, com a torcida do Coritiba logo acima. Voou muita pedra e tijolo de lado a lado, deixando muita gente ferida.

Coritiba 0 x 0 Atlético
21/10/2001, no Couto Pereira.
Na caminhada ao título nacional, Flávio pega um pênalti cobrado por Enílton. Foi meu primeiro Atletiba aqui pela Gazeta.

Atlético 1 x 0 Coritiba
26/10/2002, na Arena. Gol: Kléber.
O famoso Atletiba da correntinha. Kléber deixou de fazer o segundo gol para catar uma corrente de ouro que caiu no gramado.

Atlético 2 x 0 Coritiba
11/10/2003, na Arena, Gols: Ilan (dois).
Ilan é o único jogador a ter feito dois gols em um Atletiba pelo Brasileiro. Um deles, de bicicleta, causa até hoje reclamações de jogo perigoso da torcida do Coritiba.

Coritiba 1 x 2 Atlético
15/10/2005, no Couto Pereira. Gols: Peabiru (C); Lima e Paulo André (A).
Na marcha à segunda divisão, o Coritiba perdeu em casa para o rival. Destaque para Lima, que fez o primeiro gol do Atlético e provocou a torcida coxa-branca.

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