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Egocêntrico, Renato Gaúcho não deixou saudades no Atlético

Por
Daniel Malucelli
30/11/2017 13:04 - Atualizado: 27/09/2023 19:36
Renato em ação pelo Atlético contra o Botafogo, no Brasileirão de 2011. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo
Renato em ação pelo Atlético contra o Botafogo, no Brasileirão de 2011. Foto: Daniel Castellano/Gazeta do Povo

A passagem de Renato Gaúcho como treinador do Atlético em 2011 durou menos de dois meses. Tempo suficiente para o folclórico personagem do futebol brasileiro colecionar polêmicas e distribuir pérolas, muitas em virtude da sua indisfarçável vaidade e egocentrismo. Mas a melhor história do treinador ocorreu depois da sua saída, em 2013. Através de uma brincadeira bastante criativa, a torcida do Furacão provocou o técnico com um cartaz da filha, trajando um biquini do Atlético. O bullyng viralizou e foi destaque entre atleticanos. Lembre de outras fábulas de Renato, como comandar o Rubro-Negro do sofá de casa, treinador que entrou mais uma vez para a história do Grêmio ao conquistar o tricampeonato da Libertadores, nesta quarta (29). Detalhe: no seu melhor estilo, o treinador pediu estátua para ele na frente da Arena do Grêmio e sugeriu feriado em Porto Alegre para os gremistas festejarem o título continental e, claro, os colorados comemorarem a volta à Série A.

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“Da formiga para o elefante”

Renato Gaúcho comandou o Furacão em 14 partidas no ano do rebaixamento do clube para a Série B. Foram quatro vitórias, cinco empates e cinco derrotas – com aproveitamento de 40%. Assumiu o time na lanterna do Brasileirão, foi eliminado pelo Flamengo na Sul-Americana na primeira fase e pediu demissão com o Rubro-Negro na penúltima posição do Nacional. Mesmo assim, o treinador declarou ao site UOL dois anos depois que mudou o Atlético da “formiga para o elefante”.

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Comandado o time do sofá de casa no Rio

Antes de estrear como treinador atleticano, o ex-atacante deu dicas e até ordenou substituições por telefone de sua casa, no Rio de Janeiro, para o interino Leandro Niehues durante a partida contra o Internacional. “Batemos um papo por telefone no intervalo e o Renato concertou nosso time. Fizemos até a substituição do Kléberson que ele pediu”, contou na época Niehues.

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Fransérgio de atacante

Uma das inovações de Renato Gaúcho foi escalar o volante Fransérgio como atacante. Na época, o treinador declarou: “Ele tem todas as características de atacante. Sabe fazer o pivô e pode ter certeza que vai evoluir”. Atuando na função, o jogador anotou apenas um gol. Atualmente, Fransérgio continuou como volante atuando pelo Marítimo e Braga, ambos de Portugal.

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Renato psicólogo

O treinador afastou na época o profissional Gilberto Gaertner do time profissional e sem papas na língua disparou: “O melhor psicólogo para o meu grupo sou eu”. O Conselho Regional de Psicologia do Paraná não gostou da atitude de Renato, ameaçou processar o Atlético e pediu a retração do clube com os profissionais.

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Morro García

O atacante uruguaio – contratação mais cara da história do clube – estreou com Renato Gaúcho, mas não deslanchou. Morro anotou seus dois únicos gols com a camisa atleticana ainda sob o comando do treinador, ambos marcados na partida contra o Botafogo.

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Pedido de demissão

Renato Gaúcho não hesitava em dizer que o Atlético estava pagando pelos seus erros passados. Depois de perder para o xará mineiro na Arena da Baixada, o técnico pediu demissão alegando ter que resolver problemas pessoais. “Foi uma decisão minha. Tenho de resolver problemas particulares que já tinha no Grêmio. Quero que fique claro que não existe convite de outro clube”. Renato só voltou a treinar outro clube dois anos depois do Furacão.

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Provocações no reencontro

TORCEDOR DO ATLETICO - ESPORTES - CURITIBA - PARANA - 31/10/2013 -

TORCEDOR DO ATLETICO - ESPORTES - CURITIBA - PARANA - 31/10/2013 - Carol, a obra criativa de A obra criativa do torcedor Renato Carpinski

Quando o Furacão recebeu o Grêmio comandado por Renato, em 2013, a torcida rubro-negra não perdoou. Um torcedor levou para o estádio até um cartaz com o tamanho real da filha do técnico, Cartol Portaluppi, vestida – com pouca roupa – de rubro-negra. Durante a partida, os torcedores provocaram chamando o ex-atacante de ‘sorgro’. A obra criativa foi do torcedor Renato Carpinsk.  “O pessoal queria fazer algo engraçado. Aí surgiu essa ideia. O Renato tem um ciúme tremendo da Carol”, argumentou ele à época.

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