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Reflexões pós-Brasileiro

Reflexões pós-Brasileiro
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    • 08/12/2008 13:22

    Após trabalhar feito um camelo para deixar as coisas minimamente organizadas durante as minhas férias (vai que é sua, Rodrigão!) e dormir em lençóis novos adquiridos pela primeira-dama, consegui parar e pensar um pouco na rodada e no fim do Brasileiro. Vamos lá…

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    Que me desculpe quem sofreu ou vibrou com os feitos do seu time ontem, mas a rodada final do Brasileiro foi um saco. O que interessava (título, Libertadores e rebaixamento) foi igual do começo ao fim dos jogos. No máximo ficava naquela de se sair um gol, muda. Mas nunca saía. Ninguém botou o pé na zona e saiu. Ninguém colocou a cabeça na superfície e se afogou de novo. A taça não mudou de mãos. Nada.

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    Rodolfo Bührer/Gazeta do Povo
    Geninho aceitou condicionar parte do que receberia no Atlético à permanência da equipe na Primeira Divisão

    Geninho é, definitivamente, um dos maiores ídolos da história do Atlético. Ressuscitou um time morto. Agora, terá a oportunidade de armar um time desde o início da temporada, com o período adequado de preparação. Algo ele não teve nem de 2001 para 2002, quando a diretoria, burramente, se incomodou com o carimbo na faixa logo na estréia da Sul-Minas e acelerou a volta dos titulares.

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    Ainda merece reflexão o que Keirrison fez no Brasileiro deste ano. Nenhum outro jogador do Coritiba jogou tanto em uma edição do Nacional como ele. Já é um dos grandes da história alviverde. Que esse rolo de empresário, investidor e clubes de aluguel não manche o fim dessa trajetória fabulosa.

    Edmar Melo/ Futura press
    Keirrison comemora o gol que o colocou ao lado de Kléber Pereira, do Santos, e Washington, do Fluminense, no topo da lista de artilheiros do Brasileiro

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    E mais uma longa ditadura do futebol brasileiro termina em rebaixamento. O Vasco cai pelos 20 anos de Eurico, não pelos 6 meses de Dinamite (olha a piada pronta).

    A história não é nova. Beto Zini quase fez o Guarani sumir do mapa. Mustafá Contursi jogou o Palmeiras na Série B, cheio de dívidas e com estrutura sucateada. Alberto Dualib colocou o Corinthians na mesma situação, e ainda freqüentando as páginas policiais.

    Petraglia quase conseguiu mandar o Atlético para a Série B. Só a dinastia dos Perrela continua em pé, no Cruzeiro – resta saber até quando.

    Em todos os casos, as conquistas no início da trajetória (seja revelação de grandes jogadores, avanço patrimonial ou títulos) encobriram o fato de o futebol se transformar em meio, não em fim. Quando os demais acordaram, já era tarde. O Atlético ainda acordou a tempo. Então, que aprenda a lição.

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    Gaciba “pagou” a expulsão de Ferreira com o pênalti fora da área que resultou no quinto gol do Atlético.

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    O gol do título do São Paulo foi ilegal.

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    O que tem na cabeça um sujeito que ameaça se jogar da marquise de um estádio de futebol porque seu time caiu? É esse tipo de gente que vai brigar na rua depois de clássico. Gente que não entende que futebol é um jogo, é diversão, que a vida de verdade é bem maior do que uma bola, duas traves, um trio de arbitragem e 22 jogadores.

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    E a CBF ainda não esclareceu o caso Tardelli.

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