Alvin Chan / Reuters

Saber que tem plenas condições de estar em uma Copa do Mundo e ter que assistir o Mundial pela TV mantendo a calma e torcendo por aqueles que poderiam ser seus companheiros me parece uma habilidade, um dom, praticamente celestial. Assim que imagino o lateral-direito Rafinha, ex-Coritiba e atual titular do Schalke 04, durante a Copa da África do Sul. Mas engana-se quem também pensa assim.

Ao invés de praguejar e querer o tropeço da seleção, Rafinha torceu como a grande maioria dos brasileiros e sofreu com a eliminação dos comandados de Dunga, o mesmo Dunga que lhe deu a chance durante as olimpíadas, mas que não repetiu a dose para o Mundial. Graças ao trabalho do assessor de Rafinha, tive oportunidade de falar com ele durante essa sexta-feira, dias antes da grande final da Copa do Mundo.

Rafinha foi simples e direto, porém inquestionável, ao afirmar: “Não gostei muito da Copa do Mundo, afinal não fomos os campeões”. Disse-me o lateral que acredita no triunfo da Holanda da grande final de domingo. “Dá Holanda… mas nos pênaltis”. E disse isso mesmo sabendo que os braços espanhóis podem recebê-lo num futuro bem breve. Embora ainda tenha contrato por mais um ano, o clube alemão pode liberar o jogador nos próximos meses para não ficar de mãos abanando.

Analisando a campanha da Alemanha, país em que vive nos últimos anos, Rafinha se mostrou surpreso com o desempenho da equipe. “Sabíamos que eles não iam ser campeões, mas o desempenho nos surpreendeu muito”, disse o lateral.

Atualmente Maicon vive uma fase extraordinária e Daniel Alves se notabiliza pela adaptabilidade em campo. Por isso, sobrou para Rafinha. Questionado se não guardava mágoa por não ter ido para este mundial, Rafinha é lépido. “Espero estar na próxima”. Eu não tenho dúvidas disso. Alguém tem?

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