Bela vitória do Dallas Mavericks, em casa, diante do Chicago Bulls. Mesmo tendo chances mínimas de alcançar uma vaga nos playoffs, e enfrentando um time com presença garantida na fase final da NBA, o Mavs foi pura alma nos minutos finais do confronto deste sábado. Deixou tudo o que tinha, tecnicamente, mentalmente, fisicamente e emocionalmente, em quadra. Assim, se manteve na briga com o Los Angeles Lakers e o Utah Jazz pela oitava e última vaga da Conferência Oeste. Os dois concorrentes também tiveram sucesso neste sábado à noite. A corrida tem tudo para ser boa.

Faltando 3 minutos no quarto decisivo, o Bulls tinha uma confortável vantagem de oito pontos: 97 a 89. Parecia que a torcida sairia do American Airlines Center sem motivo para comemorar. Aí surgiram três fatores que deram uma reviravolta na situação. O primeiro deles, o alemão Dirk Nowitzki e sua mão calibrada – acabou o confronto com 35 pontos. O segundo, uma força defensiva tirada da manga pelos anfitriões. E o terceiro, que falta pra muita equipe por lá e aqui, no basquete e no futebol, a gana pelo jogo. Em sintonia com a torcida, os marmanjos do Texas vibraram muito a cada acerto.

Nessa trinca de minutos finais, Nowitzki acertou três cestas cruciais, duas delas da linha dos três pontos – do arco, como dizem os norte-americanos – e transformou um revés de 98 a 97 em um triunfo de 100 a 98. É digno de nota que os visitantes somaram apenas um pontinho nesse mesmo período. O braço, aparentemente, tremeu. Foram três lances livres jogados fora em quatro tentativas, além de arremessos de quadra sem mira de Nate Robinson, Luol Deng e Jimmy Butler. Faltou uma dose de experiência.

Agora, o Mavs tem 36 vitórias e 37 derrotas. É o décimo. Logo à frente, aparece o Lakers com 38 vitórias e 36 derrotas, ainda fora da zona de classificação para os playoffs. O Utah Jazz tem a mesma campanha do time californiano, mas nos critérios desempate ficaria em 8º.

Já o Chicago Bulls é o quinto colocado no Leste. Tem 39 vitórias e 32 derrotas. Nesse lado da disputa, inclusive, os oito classificados não devem mais mudar, apesar da chance matemática: Miami Heat, New York Knicks, Indiana Pacers, Brooklyn Nets, Chicago Bulls, Atlanta Hawks, Boston Celtics e Milwaukee Bucks ainda sonham com o título. O Heat (57 v e 15 d) é o amplo favorito.

Horas depois da lição de determinação dada pelo Mavs, o Utah Jazz não pestanejou. Passou pelo instável Brooklyn Nets por 116 a 107. Foi eficiente, cometeu apenas 10 erros – contra 17 dos nova-iorquinos e roubou 14 bolas, muito mais do que as 5 levadas na mão grande pelos adversários.

Mas quem dá sinais de força nesse sprint decisivo é mesmo o Los Angeles Lakers. De favorito ao título a quase eliminado, o time amarelo e roxo vem retomando o rumo com a contribuição de todos os medalhões. Para passar a rasteira no Sacramento Kings, como forasteiro, o Lakers contou com três double-doubles – estatísticas de dois dígitos em dois fundamentos.

Kobe Bryant mandou 19 pontos para sua conta e ainda anotou 14 assistências; Dwight Howard botou seu físico pra funcionar no rebotes, pegando 15 no total, além de somar 24 pontos; e Pau Gasol, recuperado de lesão, fez 12 pontos e 10 assistências. Se eles continuarem nesse ritmo, vai ser difícil barrá-los dos playoffs. No fim, 103 a 98. Não foi fácil, mas a trupe de Kobe demonstrou tranquilidade para matar o jogo quando o cronômetro apertou o cerco.

Contra a força física da dupla Gasol/Howard, a técnica apurada de Bryant e Nash (se o ‘velhinho’ ainda conseguir domar as lesões e as dores), além do peso da tradição do Lakers, vai ser preciso corpo e alma pra passar. Só assim.

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