Considerando que o Atlético permanecerá por inércia na Série A, já dá para pensar no time do ano que vem. A prioridade tem ser para o ataque.

Preá, Eduardo e Lima vieram e foram embora sem deixar saudade. Rafael Moura não tem ambiente (embora, insisto, seria útil). Patrick é aposta para futuro, precisa de tempo. Wallyson também, embora provavelmente não passe do que já fez. Alex Mineiro é passado. Tiuí, quem sabe. Brasão, nunca vi mais gordo.

A solução apareceu para o Rubro-Negro hoje mesmo, vestido de branco, como a noiva fantasma que, dizem, assombra o CT do Caju (conto a história outro dia). Kléber Pereira fez gol, cumpriu o protocolo de não comemorar e saiu de campo aplaudido. Não fica no Santos ao fim do ano, indicou o desejo de voltar para o Atlético.

Se eu fosse o Ocimar, já encostaria no Kléber na saída do vestiário. Marcaria um almoço para amanhã, faria uma proposta. Kléber é um jogador caro, mais do que o Atlético pode pagar hoje. Mas vale o investimento. Pois se não tiver um atacante confiável, o Atlético sofrerá em 2010 o que sofreu em 2009 e 2008.

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Ainda bem que Coritiba e Atlético estão a distância segura da zona de rebaixamento. O apito amigo soou forte nesta quarta-feira. No Engenhão, falta fora da área virou pênalti no confronto direto entre Botafogo e Náutico. No Mineirão, lance que começou em impedimento resultou no gol da derrota do Santo André. O futebol carioca agradece. O paranaense, respira aliviado por estar fora do rolo.

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Sim, amigos, depois de muitos percalços e enrolações, fiz o sorteio da camisa. Não filmei nem fotografei, então vocês terão de confiar na minha honestidade.

Escrevi cada um dos 15 nomes em um papelzinho, dobrei, coloquei num copo. Para a coisa ter graça, fiz sorteio regressivo. Ou seja, ganhou quem ficou no copo. Daniel Batistella foi o primeiro a sair, João Gabriel, o último. Sobrou Elton Wellington de Lima, o ganhador da camisa de treino da Universidad de Chile. Elton, manda um e-mail para leonardom@gazetadopovo.com.br, para a gente combinar a entrega da camisa.

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Para quem não ganhou, não fique triste. Carlos Eduardo Vicelli está a caminho da África do Sul e trará uma camisa de lá. Não sei se do Orlando Pirates, do Kaiser Chiefs, dos Bafana Bafana ou alguma outra esquisitice que o Carlito, que tem bom olho para camisas, encontrar por lá.

O lance é o seguinte. Agora não vai ter ajuda do Google. Quero que vocês coloquem aqui nos comentários mensagens com o seguinte tema: Vocês são o Joel Santana e estão tentando explicar para o presidente da Federação Sul-Africana que não mereciam ser demitidos. E claro, tem que ser no inglês do Joel Santana.

Vou escolher as três melhores respostas e colocar para votação aqui. Valem para a primeira fase mensagens postadas até 23h59 do dia 2 de novembro, segunda-feira.

A votação popular será ao longo da próxima semana, assim da tempo de o Carlos voltar, caso, claro, ele não tenha virado comida de leões.

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E os leões das organizadas juntaram-se com a polícia e gente dos clubes (funcionários, nada de diretor com grande poder de decisão). Não decidiram pela torcida única no Atletiba, com o que concordo, mas requentaram um monte de ideias antigas, o que considero perda de tempo.

Primeiro, o tal cadastro de torcedores. Tempos atrás, quando a ideia foi cogitada, as organizadas disseram que era inviável, que não tinha como forçar ninguém a aderir etc. Agora virou solução.

Qualquer coisa que fuja da prevenção eficiente, com policiais especializados no trato às torcidas e fiscalização de verdade nos pontos mais problemáticos, e da punição exemplar, com prisão dos baderneiros, proibição de acesso aos estádios e punição aos clubes, é pura enganação.

Até que se prove o contrário, essa reunião de hoje entra na conta da enganação. Mais um jogo de cenas para o próximo Atletiba, ano que vem, tornar-se mais uma vez palco de violência.

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