Albari Rosa / Agência de Notícias Gazeta do Povo

Daria até para começar esse post com o tradicional cartaz de “Eu Já Sabia”, facilmente visto em estádios pelo mundo a fora. Mas não o farei. O post surge nesta semana final de Copa do Mundo para apresentar-lhes o novo imbróglio salarial em que o Paraná Clube esta metido.

Em junho passado postei um texto lembrando como era importante não deixar questões como atrasos salariais serem esquecidas.

Usei o Paraná Clube como exemplo e fui execrado por alguns leitores. Além de comentários malcriados no espaço próprio para isso aqui no blog, mandaram-me emails tão malcriados quanto. Foi difícil de a maioria entender que não se tratava de uma matéria, mas sim um texto de opinião. E opinião cada um tem a sua. Você lê, concorda ou não. Mas nem por isso não ganha o direito automático de ofender e desqualificar o autor.

Com alguns, evidentemente (graças a Deus), mantive um ótimo diálogo. Eles me questionaram com educação e receberam respostas no mesmo nível. Estabelecemos um debate saudável sobre o problema e até chegamos a algumas conclusões interessantes.

Faço o mea culpa. Até não precisava usar o Paraná como exemplo. Poderia ter deixado um comentário mais genérico. Mas citei o Tricolor porque era o clube que mais recentemente tinha passado pela dificuldade e usado discurso por mim combatido naquele texto (“o atraso de salário é normal”. Não é não). Inclusive, pensei no Paraná justamente pelo fato dele ser líder do campeonato. Era um momento bom para se debater o problema. Se o fizesse em outro momento, falariam que só propagamos coisas ruins do time quando ele esta em situação delicada.

Também pedi para que jogadores que estivessem com problemas entrassem em contato para entendermos melhor a situação. Enquanto tentava responder (ou ignorar) os emails de torcedores furiosos, recebi o contato de vários jogadores do Paraná, das categorias de base inclusive, que me relataram as dificuldades encontratadas por eles no dia a dia do clube.

O atraso de alguns chegava quase aos três meses (limite previsto pelas leis trabalhistas). Ao invés de me xingarem, esses jogadores me agradeceram.

Fomos atrás para apurar a situação (citada como desesperadora por alguns deles) e dois dias depois parte dos compromissos foi honrada. Recebi a mesma quantidade de agradecimentos no dia seguinte. Para eles eu digo: não fiz mais do que minha obrigação.

Hoje os jogadores paranistas não treinaram. Sei que é difícil se gerir um clube e que por muitas vezes o clube e os diretores precisam fazer sacrifícios. A saída de Marcelo Toscano, por exemplo, parece uma delas. São sacrifícios, realmente, mas que precisam ser feitos. Fazendo isso, o dirigente consegue honrar com os compromissos assumidos POR ELES. Isso sim é administrar.

Se o Paraná conseguir pagar os salários atrasados, não fará mais do que a sua obrigação. Mas, fazendo-a, certamente, se tornará cada vez mais forte e respeitado.

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