Por 60 minutos o Paraná fez um de seus melhores jogos nesta Série B. Lembrou o jogo do Guarani. Pela marcação firme, pela coragem em partir para cima mesmo na casa do adversário.

Davi ligado no jogo. Rafinha como sempre por todos os cantos do campo. Wellington Silva eficiente como homem de referência. Toscano subindo por um lado. Márcio Goiano pelo outro. Adoniran e Luiz Henrique pegando firme. A zaga bem alinhada. O Paraná merecia o gol antes do intervalo. Não fez porque, mais uma vez, errou demais na hora de balançar a rede.

Acabou castigado por um pênalti bobo. Lance em que Marcelo Toscano já estava batido e aquela esticada de perna só poderia servir mesmo para derrubar o adversário.

No início do segundo tempo, o prêmio pelo bom futebol paranista. Wellington Silva, com o biquinho que consagrou um certo camisa 11 em São Januário, deixou tudo igual. Tudo justo. Justo? Por pouco tempo.

Pois aí inexplicavelmente o Paraná parou para ver Phillipe Coutinho jogar. O teen cruzmaltino distribuiu chapéus, passes e pontapés. Com os dois primeiros recursos, levou o Vasco à virada, diante de uma recaída da zaga paranista, estática enquanto Robinho ganhava a área e estufava a rede.

Quando Coutinho deu o pontapé e foi expulso, pouco havia a ser feito no jogo. O Paraná não tinha mais forças para buscar o empate, ou mesmo a vitória que mereceu durante todo o primeiro tempo.

Wellington Silva deixou o campo reclamando de um pênalti. Sinceramente, não prestei atenção no lance, deixo para vocês dizer se foi ou não.

De qualquer forma, ficam boas impressões da exibição de hoje. Para Ageu, um bom cartão de visitas de alguém que merece ser levado em consideração na hora de escolher técnico na Vila Capanema. E para Roberto Cavalo, o treinador que chega, uma bela amostra daquilo que o Tricolor tem de bom e ruim.

A solução vem a Cavalo
Roberto Cavalo será o 12º treinador paranista desde janeiro de 2007. As referências dele ainda são melhor no campo que no banco. Vestindo a 10 ou a 8, foi campeão paranaense de 88 pelo Atlético, da Copa do Brasil de 91 pelo Criciúma, vice brasileiro da Série B de 92 (contra o Paraná!) e da Série A de 93, entre outras conquistas.

Como técnico, despontou promissor. Venceu a Série C com o Avaí em 98, teve alguns trabalhos interessantes, foi campeão paraense com o Paysandu em 2005 e depois sua carreira meio que não saiu do lugar. Poucas conquistas, poucos trabalhos a serem lembrados. Precisa se reerguer, assim como o Paraná. Pode dar certo. Mas precisa durar o mínimo possível para permitir uma avaliação.

Curiosidade
Chama-se Via Luant a marca estampada na camisa paranista contra o Vasco. É uma confecção de Curitiba. Negócio de ocasião? Patrocínio fixo? Não sei. Mas é importante ver um patrocínio na camisa tricolor.

Posta ou paga
Passei os últimos sete dias fora da Redação. Folga de feriado mais algumas folgas penduradas e nenhum contato com algo que possa significar trabalho. Retomo as atividades blogueiras hoje, com um compromisso assumido com os internautas: cada dia de ausência minha não justificada equivale ao sorteio de uma camisa de time de futebol. Fechado?

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