Geninho vai lançar mais dois guris da Copa São Paulo no jogo de domingo, contra o Atlético-MG. Carlão na zaga e Patrick (esse ainda a confirmar) no ataque. Antes deles, jogaram Raul, Fransérgio e Manoel. Marcelo está na bica para ter uma chance. Eduardo Salles perdeu o bonde. Dos destaques da Copinha, só o goleiro Santos e o volante Willian não devem ter chance tão cedo.

Certamente a molecada não está subindo como Geninho e a diretoria do Atlético gostariam. Muito melhor colocá-los aos poucos, em um time mais entrosado e confiável.

Por outro lado, um time entrosado e confiável faria bater em Geninho o comodismo que afeta a maioria dos treinadores. Melhor recorrer a quem comprovadamente funciona do que arriscar e lançar garotos.

Em qualquer time grande é assim. E qualquer time grande só olha para a sua base quando está apertado, sem dinheiro e sem rumo.

O exemplo recente mais emblemático no Brasil é o Santos de Diego e Robinho, que só exisitiu porque o Peixe estava tão quebrado ao ponto de só conseguir contratar jogadores como Alberto. Se o Santos tivesse dinheiro, Robinho e Diego teriam de esperar mais para ganhar uma chance. Sem dúvida tornariam-se os craques que são. Mas talvez o Santos não tivesse vencido o Brasileiro daquele ano.

No Atlético, a necessidade fez Geninho olhar para a base. Não restou outra saída diante de um elenco fraco e da falta de dinheiro.

Por tabela, a corrida para a base mostrou que ainda há vida útil no CT do Caju. A saída de bons jogadores da base rubro-negra estancou em Jadson e Fernandinho. Depois, no máximo um Rhodolfo aparecendo aqui, um Chico pingando acolá. O resto foi sufocado pela enxurrada de jogadores comprados e vendidos na Baixada entre 2005 e 2008, não por coincidência o período em que o projeto atleticano saiu dos trilhos.

Agora, a exemplo do que ocorreu no Santos, é a gurizada que pode tirar o Atlético da encruzilhada. Se é mais por necessidade que por convicção, pouco importa.

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Recebi a foto abaixo por e-mail. É do Couto Pereira quarta à noite, durante o jogo com o Inter. O Alto da Glória em um dia de caldeirão.


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