Cada vez mais me convenço de que o grande erro do Atlético nesta temporada foi mandar embora Geninho.

Ele não iria fazer milagre com esse time, mas a mudança brusca de rota – graças a intempestiva demissão, logo após vencer o Paraná – tem reflexos até hoje.

Existe uma máxima no futebol que não pode ser subvertida: não se manda embora técnico vencedor. Os mais puristas podem dizer: ‘O time jogava mal e não dava sinais de evolução diante do fraco Paranaense’. Tudo bem. Agora, é fato, ele saiu com 83,3% de aproveitamento.

A mensagem dada pela diretoria com a demissão de Geninho foi clara: não adianta vencer, tem de jogar bem. E qual é a mensagem que o clube transmite neste momento de desespero: vencer é o que importa.

No campo subjetivo, o terreno mais difícil de passear quando o assunto é futebol, havia ainda outro recado da gestão Marcos Malucelli: o time era bom, o técnico, não. Outro engano terrível.

Por fim, demitir um campeão brasileiro através de um comunicado lacônico publicado no site oficial – conforme Geninho relatou em sua página na web – denotou um período de trevas nas relações interpessoais no clube.

A falta de sintonia entre dirigentes e o departamento de futebol chegou ao ápice agora com a infrutífera medida de trancafiar os jogadores no CT do Caju. Lá dentro, sem família, bares e festas, restará aos jogadores uma única diversão: falar mal de quem paga o salário.

E há dois caminhos para abreviar a clausura: vencer os jogos ou cair o quanto antes.

Não tenho dúvidas, reforço, a queda de Geninho foi o estopim desse vexame.

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