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O dedo de Lopes

    • 13/09/2009 18:59

    O Atlético se encaminhava para um empate interessante no Mineirão quando Antonio Lopes trocou Wallyson por Marcinho. Foi a senha para o Galo intensificar a pressão e ganhar o jogo. Castigo merecido pela velha mania de treinador de recuar o time para segurar empate. Ainda espero ver o dia em que, quando quiserem manter um resultado, os técnicos vão mandar seu time segurar a bola no campo do adversário, trocando passes e mantendo o perigo longe da sua meta.

    Hoje não foi o dia de ver essa “revolução”. Lopes não achou que errou. Mas até jogador (Nei, no caso) disse que o recuo foi fatal para o Rubro-Negro.

    É inegável que o Antônio Lopes tem enorme responsabilidade pela recuperação do Atlético. Mas, especialmente pelo empate com o Flamengo, semana passada, este era um ponto que o time não podia perder. Pode fazer falta lá na frente.

    Como escrevo antes de a rodada ser concluída, ainda não sei exatamente qual a distância do Atlético para a ZR. O fato é que ela ainda é perigosamente pequena.

    Como diria o Mário Sérgio

    Há uns dez dias Marcos Malucelli esteve aqui na redação. Veio por vontade própria falar do aumento no sócio-Furacão. Papo sossegado, sem o chororô e a belicosidade que geralmente marcam visitas de dirigentes a veículos de imprensa.

    Eu e o repórter Robson De Lazzari falamos com Malucelli sobre diversos assuntos. Um deles, as parcerias encerradas recentemente pelo clube, com PSTC, Capa, Porto-PE e Uniclinic-CE. Cada uma custava R$ 25 mil por mês ao Atlético e, nos últimos tempos, rendeu pouquíssimos. No duro, só o PSTC mesmo justificou com sobras o investimento, vide Dagoberto, Jadson, Fernandinho, Kléberson e afins.

    Nos últimos meses, porém, os acordos vinham apenas consumindo R$ 100 mil por mês do Atlético, que ainda precisava manter o CT do Caju. A grana economizada foi reinvestida, com folga, na manutenção do CT, que agora também abriga as categorias abaixo do juvenil (antes essa molecada ficava em parceiros).

    Perguntei ao Malucelli a quem servia, então, esse tipo de parceria: “Ao Atlético não servia”, respondeu.

    Me lembrou um dos divertidos papos com Mário Sérgio na segunda passagem pelo Atlético, em 2003. O treinador recorreu a partes da anatomia humana (que não cito sob risco de derrubar o portal inteiro do ar) para explicar, metaforicamente, como funcionavam parcerias com renomado empresário do futebol brasileiro.

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