Daniel Castellano/ Gazeta do Povo

Tenho 29 anos e uma memória futebolística que funciona de 1985 para cá. Feito esse recorte histórico, digo o seguinte: Marcelinho Paraíba é, tecnicamente, um dos cinco melhores jogadores que vi atuar com a camisa do Coritiba. Sem cair na tentação de criar um ranking, o coloco na companhia de Tostão, Alex (e olha que esse jogo muito mais fora do que aqui), Evair e Keirrison.

Só mesmo um craque como Marcelinho Paraíba para fazer um gol como o de hoje. A curva descrita pela bola deixaria maluco o velho Devanir, meu professor de Física no Colégio Medianeira, que gostava de falar sobre parábolas e deslocamento de corpos.

Pois o corpo em questão, a bola, saiu do lado externo do peito do pé esquerdo do MP, fez uma curva por trás do marcador e foi fugindo da mão direita de Victor até estufar a rede. Golaço. Certamente o mais belo feito no Couto neste ano.

Depois, Ariel (que havia dado um chute bisonho no primeiro tempo) acertou um tapa certeiro, de pé direito, no canto de Victor, e fechou o placar.

O Grêmio, curiosamente, só melhorou depois de Alex Mineiro sair, mas dele falo abaixo dos asteríscos.

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Alex Mineiro deu um eloquente recado à diretoria gremista do que pretende para seu futuro. Sua atuação foi nula, apagada, mal corria no gramado do Couto Pereira.

O negócio ainda tem boas chances de sair. Alex nem voltou para Porto Alegre. Espera apenas o acordo entre as diretorias.

Falei com Duda Kroeff à tarde e o senti muiti inseguro. Sem saber o que fazer entre cumprir a palavra empenhada com o Atlético e atender o anseio de Luiz Onofre Meira, a quem, indiretamente, Marcos Malucelli chamou de antiético quando do assédio gremista a Geninho.

Parece-me que o negócio sai, mas por mais que os 250 mil acordados e por menos que os 700 mil da multa rescisória.

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O garganta profunda ligou à tarde para dizer que o Atlético vai levar um bom dinheiro da negociação de Michel Bastos (lembram dele?) do Lille para o Lyon.

Quando Michel foi vendido ao Lille, Petraglia amarrou o pagamento ao Atlético de 20% do valor da negociação seguinte, descontado o que o Rubro-Negro já havia recebido do Lille. Assim, dos 18 milhões de euros pagos pelo Lyon, cerca de 2 milhões vão para os cofres atleticanos. É o equivalente a 5,4 milhões de reais.

Bela grana. Dá para pagar a multa do Alex Mineiro, bancar a vinda do Claiton e ainda ajeitar o caixa atleticano.

Aliás, algo me chamou atenção no garganta. Ele leu, não sei um e-mail ou um fax, com as informações que deveria me passar. A uma certa altura, leu o seguinte: “quero ver se vão ter coragem de colocar no site oficial e continuar dizendo que a diretoria anterior não sabia negociar”.

Sem comentários….

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Antes mesmo de eu conseguir ir atrás, como pediu o Darlan, Homero Halila falou sobre negociações do Coritiba. Confirmou que houve um ruído com os empresários de Marcelinho Paraíba por o clube ter tentado negociar direto com o jogador, mas que a conversa voltou a evoluir. Também confirmou que há interesse no retorno de Marcel.

Essas duas informações foram publicadas nos últimos dias aqui pela Gazeta do Povo – a do Marcelinho, também aqui no blog. Jogo esse confete porque realmente me irrita ver colegas de imprensa tratarem como boato algo que é informação, resultado do trabalho de profissionais.

Sei que bastante gente não gosta da Gazeta, acha que somos isso ou aquilo, prefere outros veículos de comunicação. Todo mundo no seu direito, faz parte do jogo e quem é jornalista sabe que nunca vai ser unanimidade e não pode se incomodar com isso. Agora, falta de respeito eu não admito, seja com o meu trabalho, seja com o da minha equipe, seja com o de dezenas de ótimos profissionais espalhados pelas redações de jornal, rádio, tevê e sites de Curitiba.

Desculpem-me pelo desabafo, mas tem vezes que a coisa volta na goela e é preciso botar pra fora.

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