Rodolfo Bührer/ Gazeta do Povo

Quem é leitor usual do blog sabe que critico muito a Federação. Considero a gestão de Hélio Cury desastrosa. Permitiu a concepção do supermando debaixo do seu nariz. Preocupou-se primeiramente em estender o mandato ao máximo. Só não é do mesmo nível que o Moura porque não há notícia de desfalque financeiro na gestão atual.

Mas, tenho de dizer, o Coritiba deveria agradecer à FPF por marcar o clássico para o Caranguejão. Tudo o que o Coritiba não precisa é passar por cima, direta ou indiretamente, da decisão do STJD para antecipar o retorno ao Couto Pereira.

Não é praxe se liberar estádio apenas com aval da CBF, sem que o tribunal abra um brecha na sua própria decisão. E não me venha com a história de que o ofício do Virgílio Elísio é manifestação clara de que o jogo pode ser no Couto. O ofício especifica, sim, que do ponto de vista técnico o estádio está liberado. Mas o problema do Coritiba é jurídico. E de lá não veio nenhum sinal verde para o Alto da Glória ser reaberto.

A realização do clássico no Couto à revelia do STJD certamente seria usada contra o Coritiba no julgamento do recurso. Jogaria no lixo boa parte do trabalho de bastidor que tem sido feito para amenizar a punição no Pleno. Daria munição gratuita à procuradoria para pedir a manutenção da punição, ou até achar uma brecha para aumentá-la.

Se a intenção era jogar para a torcida, também foi mal pensada. Ao invés de demonstração de força, mostra é que as bravatas que tanto marcaram a gestão passada seguem ecoando nos corredores do Alto da Glória.

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