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Carlos Arthur Nuzman, 74 anos, 21 deles à frente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), ganhou mais quatro de mandato nesta terça-feira (4).  Completará assim 25 temporadas no poder em 2020, quando será realizado uma nova eleição.

Nuzman é um fenômeno de liderança e falta de rotatividade, algo normal dentro de um ambiente minimamente democrático. É o sexto mandato.

Enquanto esteve à frente do COB, abraçou e trocou afagos com quatro presidentes da República. Sua permanência no COB vai superar a de Ricardo Teixeira à frente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que deixou a entidade após 23 anos, em 2012. Joseph Blatter, outro que não  largou o osso, ficou 18 anos no comando da Fifa.

Candidato único em eleição no Rio de Janeiro, ele fará assim o seu sexto mandato à frente da entidade. Recebeu 24 dos 34 votos possíveis. Cinco dirigentes não compareceram ao evento e outros quatro se abstiveram de votar. Houve apenas um voto contrário. Vale o destaque: muitos dirigentes contam com a mesma política para comandar suas confederações esportivas por décadas.

Uma cena emblemática da eleição: no início da assembleia, Nuzman pediu um minuto de silêncio em homenagem ao ex-presidente da Fifa João Havelange, falecido em agosto aos 100 anos, membro do Comitê Olímpico Internacional (COI) por 48 anos.

Muita gente cobra uma intervenção do governo federal para tirá-lo do cargo máximo no esporte brasileiro (algo que não vai ocorrer). Mas o cartola se apega à independência política do COB e a vontade do colégio eleitoral para seguir na cadeira cativa – detalhe: em 102, apenas oito presidentes passaram pelo Comitê.

A reeleição corre o risco ainda de ser anulada pela Justiça, pois seus opositores questionam os prazos para inscrição de chapas (30 de abril, muito antes do pleito). Poucos acreditam, assim como poucos confiam que será o último ciclo Nuzman no COB.

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