Bruno Pivetti comandou o time profissional do Atlético duas vezes em 2016.

Bruno Pivetti comandou o time profissional do Atlético duas vezes em 2016.

Paulo Autuori não esconde o desejo de assumir um cargo mais amplo no Atlético. A intenção é trabalhar na coordenação de todas as categorias do Rubro-Negro, desde o sub-15 ao profissional, uniformizando o estilo de jogo das equipes.

“Eu quero estar na gestão técnica. Precisamos dessa visão do todo do futebol, acabar com qualquer distinção entre primeira equipe e outras categorias, estar totalmente integrado”, declarou nesta semana em entrevista ao programa Bola da Vez, da ESPN Brasil. “Quem sabe já num futuro próximo eu possa desenvolver”, completou

Mas se Autuori ganhar uma nova função neste “futuro próximo”, quem será o próximo treinador do Furacão? Bruno Pivetti, seu braço direito na comissão técnica, é o favorito. Pelo menos se depender de Autuori.

Questionado se está formando alguém para ocupar seu lugar, Autuori citou os nomes de Pivetti e do ex-jogador Kelly, também funcionário do clube.

“Vamos trabalhar dentro disso [formar um sucessor]. Já começamos. Eu considero o Bruno Pivetti, que é um cara muito inteligente. Quando eu entrei, eu falei assim: não quero que você, tampouco o Kelly, que foi jogador, se considerem assistentes. Eu tirei essa palavra. Eles já são técnicos e eu gostaria de vê-los nessa sequência. Eu em outra função e eles entrando [como técnicos]. Eles já estão ambientados ao trabalho, sabem o que fazem e tem condições para fazer”, disse o atual comandante do Furacão.

Pivetti está na frente de Kelly em uma possível ‘linha sucessória’. Ele chegou ao clube no início de 2015 vindo do Audax, onde trabalhava ao lado de Fernando Diniz. Assumiu o sub-19 do Atlético e, neste ano, passou para a comissão técnica da equipe profissional. Ele chegou a comandar interinamente o time em duas partidas, em março, entre a saída de Cristovão Borges e a chegada de Paulo Autuori.

“Eu saio junto”

Ainda em entrevista ao ‘Bola da Vez’, Autuori ressaltou que em sua futura nova função pretende trabalhar para dar tranquilidade ao novo técnico, sem que ele seja pautado a curto prazo e apenas por resultados.

“Se entra um técnico que nós decidimos com ideias e, no meio do caminho, ele sai por algum motivo, resultado, eu saio junto. Estou cravando hoje aqui. Se isso acontecer no futuro, podem me cobrar”, afirmou.

“A gente precisa abrir espaço para novos profissionais, sair desse circulo vicioso do qual eu faço parte”, complementou Autuori.

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