Albari Rosa/Gazeta do Povo
Marcão, nem em 100 anos…

Já tem gente (torcedores e imprensa) esperando um fracasso qualquer do Atlético no Brasileiro para soltar o batido “eu já sabia”. Seria o indício de que a extensa pré-temporada e o esconde-esconde da equipe foram inúteis. Besteira.

A preparação atleticana para o Nacional não deve ter qualquer influência no aspecto técnico do time de Ricardo Drubscky. Afinal, nem 100 anos de treinamento farão de Marcão um centroavante confiável, nem Deivid um volante de passe preciso.

Mas e o entrosamento, jogadas ensaiadas, os trabalhos táticos? Tudo isso o Furacão já possuía desde a virada do ano, pois pouco mexeu na formação que subiu na Série B. Além disso, conjunto se adquire jogando, não treinando (se vai ser o suficiente para encarar a elite, é outro papo).

A preparação inédita deve se justificar, sim, no aspecto físico. Mas, possivelmente, só lá na reta final do certame, quando o elenco atleticano estiver carregando bem menos partidas nas costas do que boa parte dos concorrentes.

*Tradução tosca para “Don’t believe the hype”, clássico do Public Enemy.

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