Após algumas semanas de relativo marasmo, o mercado atleticano teve dias agitados – ao menos publicamente, já que é óbvio que as negociações vinham acontecendo. Duas chegadas, uma saída e a perspectiva de reeditar um formato de ataque que deu muito certo no passado.

O ataque mineiro com Alex e Bruno — mais do que a óbvias associações ao estilo come-quieto, ao sotaque carregado e a tudo mais que sempre se diz da turma de lá — é uma clara tentativa de repetir a parceria Alex e Kléber que funcionou maravilhosamente no Brasileiro de 2001. Bruno é mais rompedor, camisa 9 típico. O cara para ficar pela área metendo a bola na rede.

Alex Mineiro, mesmo sem o pique de nove anos atrás, terá sua experiência e a qualidade no passe como arma para fugir dos zagueiros botinudos, deixar o parceiro na cara do gol e, claro, balançar a rede quando a bola cair no seu pé. Tudo isso, claro, só será possível se Alex estiver bem fisicamente. Ele fez trabalho específico durante as férias, mostrou que está a fim. Vamos ver se a musculatura aguenta.

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Tartá vem do Fluminense por indicação de Antônio Lopes. Trabalhou com ele quando saía da base das Laranjeiras. É um meia mais de velocidade, para se contrapor ao ritmo mais cerebral e de menos correria de Paulo Baier. Segundo uma colega de profissão (se ela deixar, cito o nome), Bernardo e Camilo, ambos do Cruzeiro, eram outras opções. Sinais claros de que o Atlético cansou de esperar Gabriel Pimba se firmar e que Kaio terá de mostrar rapidinho que merece uma chance.

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Marcinho vai para o Al-Ahli. Tinha contrato com o Atlético até 2011, vai render um troco para o clube. Foi bem, mas deixou a clara impressão de que poderia ter feito mais.

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Neto; Manoel, Vanegas e Rhodolfo; Gerônimo, Valencia, Alan Bahia, Paulo Baier e Márcio Azevedo; Alex Mineiro e Bruno Mineiro.

Ou

Neto; Gerônimo, Manuel, Vanegas e Márcio Azevedo; Alan Bahia, Valencia, Tartá (Kaio) e Paulo Baier; Alex Mineiro e Bruno Mineiro.

Dois possíveis Atlético para o começo de temporada. Sou mais o segundo, embora Márcio Azevedo sofra um pouco para marcar e Gerônimo seja uma interrogação daquelas. É favorito no Paranaense e, bem encaixado, pode aprontar na Copa do Brasil. Brasileiro? Sul-Americana sem susto nem ambição. É o que o dinheiro dos nossos clubes pode pagar atualmente.

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