Nunca foi tão fácil subir para a Série A como agora. Não é força de expressão, mas sim uma conclusão estatística.
Desde 2006, quando a Segundona começou a ser disputada nos moldes atuais, jamais o 4º colocado ostentou um aproveitamento tão baixo.
O CRB, último integrante do G4, tem apenas 50,7% de aproveitamento. Se essa eficiência prevalecer até o fim, com míseros 58 pontos um time comemora o acesso.
Prova dessa moleza é o Paraná. Com uma campanha irregular, na 13ª posição, com 33 pontos, o Tricolor está hoje mais perto do G4 (5 pts) do que da ZR (seis).
Mas não dá para se fiar nesse ritmo lento da Série B. Por isso, os matemáticos sugerem anotar 65 pontos. Sinceridade, não vai precisar tanto.
A grande dificuldade paranista é o bolo de times com essa mesma percepção de que ‘está fácil’. Precisaria superar nove adversários em 13 rodadas. Se vencer o vice-líder Atlético-GO, no sábado (17), em Goiânia, tem grande chance de passar três – Náutico, Luverdense e Criciúma.
Os tricolores, por outro lado, precisam ficar de olho é na faixa vermelha (ver classificação). O Bragantino, com 36% de aproveitamento, ocupa a 17ª posição, e 27 pontos. Mas no levantamento histórico, teve agremiação que caiu com 50 pontos – o Ceará, de 2007.
O Paraná não ajuda, ok? Porém, ainda é cedo para desanimar. Na reta final de 13 decisões, é possível fazer a festa com mais nove vitórias.

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