Um dia após ser demitido do Fluminense, o técnico curitibano Levir Culpi divulgou uma nota oficial ao seu estilo. No início da mensagem, o treinador já avisa o tom: “Estou ‘puto da cara’, mas preciso dizer algumas palavras”. Também fez questão de mostrar descontentamento com a filosofia de trabalho dos dirigentes no país, situação que trata como ‘inferno’.

Culpi caiu após a derrota do time carioca para o Cruzeiro (4 x 2), no Mineirão, neste domingo (6). “Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota”, abriu, em tom crítico.

O ambiente político do clube não passou batido. “(…) Terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência?”.

Famoso pelas frases de efeito, o curitibano também prometeu que a passagem pelas Laranjeiras estará em seu novo livro. “Esses meses entre “céu” e “inferno” estarão inclusos no livro De volta ao inferno, quando falarei sobre o retorno ao futebol brasileiro depois de sete anos no Japão, com as passagens pelo Galo mineiro e agora o Flu. Assim como o livro anterior, Um burro com sorte, esse livro terá toda a arrecadação revertida para o hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento de crianças e que merece o apoio de todos, mesmo dos que não gostam de mim. Valeu!

Leia a nota na íntegra

Estou “puto da cara”, mas preciso dizer algumas palavras.
Quero agradecer a oportunidade de fazer parte da história do Fluminense. Trabalhar nove meses em um clube famoso por ser o que mais demite técnicos no mundo tem também seu mérito. Dos times que trabalhei, o Flu é um dos mais oscilantes no convívio entre vitória e derrota.
Conquistamos a Primeira Liga no ano mais difícil da história do Flu. Devido à Olimpíada, nunca jogamos em casa. Só no dia 28 de outubro é que fizemos o primeiro jogo no Maracanã.
Formamos um ambiente bom de trabalho, coisa também muito difícil de conseguir porque o Flu estava dividido entre Laranjeiras e CT da Barra. E o pior, terá eleições nesse mês. Sabe o que acontece num clube quando quatro candidatos disputam a presidência?
Depois de tantos meses, ainda não sei o nome de todos os funcionários e companheiros de trabalho, mas agradeço a torcida do Flu e todos àqueles que torceram por nós.
Não me arrependo de nada. Fui demitido pelos erros que cometi e não por influência de outros.
Esses meses entre “céu” e “inferno” estarão inclusos no livro “De volta ao inferno”, quando falarei sobre o retorno ao futebol brasileiro depois de sete anos no Japão, com as passagens pelo Galo mineiro e agora o Flu. Assim como o livro anterior, “Um burro com sorte”, esse livro terá toda a arrecadação revertida para o hospital Pequeno Príncipe, especializado em atendimento de crianças e que merece o apoio de todos, mesmo dos que não gostam de mim. Valeu!

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