A KaBum e-Sports venceu o Flamengo eSports, a equipe oficial de League of Legends do Rubro-Negro, por 3 a 2 e foi campeã do segundo split do CBLOL (Circuito Brasileiro de League of Legends), em final realizada neste sábado (8), em Porto Alegre.

Com a vitória, a equipe de Limeira-SP representará o Brasil na disputa do Campeonato Mundial de 2018, que acontece no mês de outubro, na Coreia do Sul.

Pela primeira vez uma equipe brasileira que já disputou o mundial retorna para defender as cores verde e amarela. A KaBum foi a primeira a conseguir uma vaga no competição internacional, ainda em 2014 (seguida de Pain em 2015, INTZ em 2016 e TeamOne no ano passado).

KaBum levantando a taça do CBLOL

O time, composto pelo topo Luccas “Zantins” Zanqueta, o caçador Filipe “Ranger” Brombilla, o meio Matheus “Dynquedo” Miranda, o atirador Alexandre “Titan” dos Santos e pelo suporte Marcelo “Riyev” Carrara bateu uma das mais novas equipes do cenário nacional, e uma das primeiras que têm raízes fora do cenário eletrônico.

O Flamengo eSports foi formado ainda no fim de 2017 e no primeiro split deste ano disputou o Circuito Desafiante (uma espécie de segunda divisão do CBLOL). Agora, na sua estreia na elite de League of Legends, foi vice-campeão.

A KaBum mantém-se no topo do cenário nacional após ter vencido o 1.º split este ano, e ter representado o Brasil no MSI (mid-season invitational). Agora viaja à Coreia para brigar no Mundial, que começa no dia 1.º de outubro e irá até 3 de novembro.

Duelo de gerações

A final foi marcada por uma situação inédita para o Mundial: ou uma equipe representaria o Brasil novamente (caso da KaBum) ou um jogador disputaria pela segunda vez o torneio (caso do atirador do Flamengo, Felipe “brTT” Gonçalves, que estava na PaiN em 2015).

Os principais nomes das duas equipes eram justamente os atiradores. BrTT e Titan representam o maior conflito de geração no cenário brasileiro. O primeiro é o jogador mais velho a disputar uma final do CBLOL, com 27 anos. Já o segundo, é o mais jovem a competir esse ano no cenário profissional.

Com uma melhor de cinco, a partida começou favorável para os cariocas, que venceram com tranquilidade o primeiro confronto.

A KaBum recuperou-se e mostrou porque era a atual campeã, virando o placar para 2 a 1, sendo que na segunda vitória seu adversário parecia perdido e precipitado, o que facilitou a conquista.

Na quarta partida foi a vez do Flamengo voltar forte e não dar chances para os Laranjas, implicando que a decisão seria realizada no último ponto disputado.

A quinta partida mostrou muita técnica e visão de jogo de ambas as equipes. Embora o Flamengo permanecesse na frente em abates e ouro coletado, a KaBum conseguia rotacionar bem e impedir que os cariocas abrissem uma grande vantagem.

E em uma decisão errada dos estreantes aos 19 minutos, a batalha favoreceu a KaBum, que graças ao seu jovem atirador foi capaz de carregar a partida e levar o nexus adversário, ganhando assim o título.

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