Lance que a bola bate no braço do jogador do Inter dentro da área. Pênalti?

 

O choro do Internacional com a arbitragem – após a derrota para o Botafogo (1 x 0, gol de pênalti duvidoso) – é um clássico da falta de coerência e ética no futebol brasileiro.

Depois de ser beneficiado pelo apito na vitória sobre o Coritiba (1 x 0, em 6/10), em lance que o jogador do time gaúcho reconheceu que simulou falta, ganhando um pênalti, o Inter sente agora como é ser o ‘mané’ da rodada. Quem será o próximo? Certamente terá um, assim como haverá um espertão festejando vitória que caiu do céu.

Mas por qual motivo nenhuma equipe vem a público reconhecer que foi beneficiado? Não há mal nisso. Traria dignidade à vitória – embora o resultado, por razões óbvias, permaneceria mantido.

Fala a verdade e leva os pontos. Olha que beleza!

Celso Roth, técnico do Internacional, não fez uma análise da sua vitória sobre o Coxa com base em uma falha decisiva de terceiros (arbitragem), mas nesta quarta-feira (12), achou por bem apontar um culpado para a sua derrota.

“No segundo tempo melhoramos bem e uma decisão do juiz complicada, né? A bola pegou na mão ou não, mas não interessa. Ele deu. Esse jogo já foi. Temos que pensar no outro jogo. Esse já passou, com essa decisão maravilhosa do árbitro. Esse já passou. Temos de pensar no próximo jogo”, comentou, discurso que teve o aval do presidente Fenando Carvalho.

“Fiquei na dúvida, mas depois as mensagens de Porto Alegre chegaram unanimemente dizendo que ele (árbitro) errou. Não foi pênalti. Infelizmente acabamos perdendo um ponto precioso na busca para sair do Z4, mas não vamos desistir. Não vamos cair. Estamos abatidos, mas não o suficiente para desanimar nessa luta contra a segunda divisão”.

Reclamar é um direito de todos. Ser coerente é obrigação. Que o próximo ‘mané’ não seja o seu time.

 

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