Divulgação / CBF

O assunto do momento é a Copa do Mundo, Portanto, falemos dela. Não essa que se avizinha e que leva as atenções de boa parte do mundo para a África do Sul, mas sim as que já aconteceram há muito tempo. Precisamente em 1958, 1962 e 1970.

O presidente Lula encaminhou essa semana ao Congresso Nacional um projeto de lei que pretende “contratar” todos os jogadores (reservas ou não) que foram campeões da Copa do Mundo pela seleção brasileira.

Como numa transação do futebol moderno, cada um receberia R$ 100 mil de luvas e um contrato vitalício com o “time do governo” com salários de até R$ R$ 3.416,54 por mês. Melhor ainda (para quem ficou). Quem já foi dessa para uma melhor, deixa o benefício a cargo da viúva ou dos filhos.

Os valores, contudo, seriam pagos apenas como complemento de aposentadoria. Mais ou menos com o direito de imagem dos jogadores da atualidade. Eles ganham o fixo na carteira (por exemplo, R$ 1 mil) e o que falta para os R$ 3.416,54 do teto da previdência (R$ 2.416,54) seriam pagos por fora. As luvas, ou seja, o prêmio de R$ 100 mil, seriam pagas sem cobrança de imposto de renda. Limpinho na c/c.

O projeto deve gerar bastante discussão, afinal nem todo mundo aprova as benesses que normalmente são concedidas quando o assunto é futebol. O esporte das multidões vê diminuírem seus fãs a cada dia, no mesmo ritmo em que se percebe o quão vil pode ser o mundo da bola (principalmente seus bastidores). Os ídolos de outrora, já não encantam como antigamente. O estrelismo, a soberba e o futebol comercial tiraram o encanto de tudo que antes nos arrancava lágrimas.

De qualquer forma, o projeto foi encaminhado e passará pela apreciação dos nobres engravatados de Brasília. É mais uma bolsa-auxílio do governo atual. Segundo a proposta do governo, as despesas geradas após a lei entrar em vigor (caso aconteça) serão bancadas pelo Tesouro Nacional, com recursos vindos do Ministério do Esporte. Os prêmios, entretanto, serão bancados pela Previdência Social, como auxilio especial mensal.

Particularmente, tenho certeza de que todos que viveram (os que já se foram também) momentos tão gloriosos merecem algum reconhecimento. Embora muitos discordem, o futebol fez sim o Brasil caminhar com passos mais largos do que de costume em algumas oportunidades. Foi assim naquela época. Seleção ganhava, país melhorava. Coisas indissociáveis. Hoje já não sei. Ganha-se muito, compromete-se pouco.

O que você acha do projeto? Topa ajudar (indiretamente, com seus impostos) os campeões mundiais? Opine!

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