A história maluca, incrível e, claro, extremamente triste, da Chapecoense vai se transformar em filme.  Até 2013, a Chape não despertava qualquer atenção.  Da Série D (a última divisão) para a C em 2009, da C para a B em 2012 e, já no ano seguinte, a chegada à elite do futebol nacional. Uma ascensão notável que despertou o interesse de todos.  Na viagem para a finalíssima da Copa Sul-Americana, em novembro de 2016, no principal momento dos 43 anos do clube, tudo acabou. Mais do que a escalada impressionante, a Chape será para sempre lembrada pela tragédia na Colômbia. Um roteiro inacreditável.

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E essa aventura surreal será narrada por Galvão Bueno. Em entrevista nesta quinta-feira (31) ao programa “Timeline Gaúcha”, da Rádio Gaúcha, a principal voz do esporte no país contou sobre a emoção e dor de cobrir a tragédia da Chape. E também revelou que foi liberado pela Globo para ser a voz oficial do filme sobre o time catarinense.

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“Estava jantando, jantares na madrugada porque o programa (Bem, Amigos!) termina meia-noite, meia-noite e meia. Terminando o jantar, 3h30. O Muricy (Ramalho) e o Caio (Ribeiro) falaram: ‘Bom, nós estamos indo embora’. Eu falei: ‘Vou ficar mais um pouquinho’. Fiquei com o Paulo César (Vasconcellos) e o Marco Antônio Rodrigues  e entre pagar a conta para ir embora o telefone tocou. O Caio disse: ‘Olha, Galvão, parece que houve um problema com o avião da Chapecoense, até esse momento não se sabe ao certo se caiu, se fez um pouso de emergência’. Falei: ‘Meu Deus do céu, o que é isso?’. E aí caímos no velho jornalismo, vamos apurar. ‘Desce mais uma garrafa de vinho, por favor’, e vamos apurar”, abriu.

“Não sei, eu estava há 40 horas acordado e quando fui para o hotel, não conseguia dormir. Aquilo entrou na minha vida realmente, participei de forma intensa. No dia da chegada (dos corpos ao Brasil) foram sete horas e meia de transmissão”, recordou o narrador. E então Galvão contou a novidade: “Eu recebi um prêmio agora, pra mim, um dos maiores prêmios da minha vida, que agradeço, inclusive, à Globo, por ter me liberado: a Chapecoense está produzindo um filme sobre a história da Chape, as origens da Chape, até o momento da tragédia e reconstrução e me pediram que fosse a voz desse filme, e vou ser, com muito prazer. É aquele prêmio que você gostaria de não ter recebido”.

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