Amigos blogueiros, aproveitei o domingo de folga para fazer duas coisas que praticamente não fiz nas duas últimas semanas: ficar com a família e dormir. O que quer dizer que não vi os jogos. E que vou bancar aqui o comentarista de resultados – e fiquem à vontade para falar dos jogos nos comentários.

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Quando foi definido o famigerado supermando, imaginei que os mandantes iriam dominar o octogonal final, com uma chance de algo diferente nos clássicos. A primeira parte confirmou-se ontem em quase todos os jogos. A exceção foi o Jotinha, que derrotou o Atlético, o que também tem sua lógica.

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Qual a diferença para o J. Malucelli em jogar contra o Atlético no Ecoestádio ou na Arena? Apenas uma: no Barigui serão 3 mil atleticanos; na Arena, 13 mil. No resto, é a mesma coisa. Contra os grandes, o Jotinha sempre joga fora. Aprontou contra o Atlético, pode fazer mesmo contra o Coritiba. Não acho que tenha pegada e experiência para ser campeão, mas vai incomodar.

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Na sexta-feira, Geninho disse que o supermando beneficiaria gente que ficou quietinha quase tanto quanto o Atlético. A referência era ao Coritiba e Geninho estava certíssimo.

O Coritiba não se desgastou com a briga pelo supermando. O Atlético fez todo o “trabalho sujo” de entrar no tribunal e bater de frente com a Federação. Ganhou no tapetão, levou o Coxa a reboque, quase com os mesmos benefícios, mas sem a mesma pressão.

Aí vem a primeira rodada e o Atlético dá o supermando de presente para o Coxa. Agora é o time do Alto da Glória quem tem a vantagem de, fazendo o serviço em casa, chegar ao Atletiba dependendo de um empate.

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Ouvi comentários de que Carlinhos Paraíba foi bem como armador aberto pela esquerda, onde Ivo queria encaixá-lo desde o início do ano. Se conseguir fazer o mesmo com Pedro Ken pela direita (Ramon não combina com a função) e colocar Leandro Donizete pelo meio, Ivo ganha um meio-de-campo de respeito. Melhor que isso, só se a história com Elder Granja prosperar e PK continuar no meio.

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O Paraná tomou sufoco, mas venceu. Se for para pensar em título, essa fórmula basta. Se for para pensar em armar o time para a Série B, terá os mesmos problemas do ano passado. É fundamental o Tricolor definir o que é mais importante no momento, para não deixar que a chance de um título ofusque o grande objetivo da temporada.

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Depois de todas as lambanças — do regulamento mal feito, da recusa em negociar uma tabela mais racional, do uso patético do TJD, da derrota mais patética ainda no STJD e da irresponsável tabela com os grandes em campo no mesmo dia e horário –, só nos resta esperar um pouco de dignidade. Seja do TJD, em envergonhar-se do serviço a que se prestou; da FPF, em responsabilizar quem causou tal prejuízo ao futebol paranaense; dos clubes, em revisarem a decisão de dar o supermandato a Hélio Cury.

O julgamento foi há 4 dias, e por enquanto nada mudou na organização do nosso futebol.

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