A Copa São Paulo já reservou dois jogos para ficar na lista das grandes partidas do país em 2009. O 5 a 4 do Fortaleza sobre o Flamengo, semana passada, e o 5 a 4 do Atlético sobre o Cruzeiro, agorinha.

O Furacão chegou a abrir 3 a 1. Morreu fisicamente. Permitiu que a Raposa virasse para a 4 a 3. Buscou o empate quando a derrota parecia certa. Conseguiu a virada quando os pênaltis eram inevitáveis. Épico. Resultado obtido com as pernas de Marcelo, que deu fôlego a um time esgotado demais para quem tem no máximo 18 anos – foram dele a assistência para o quarto e toque final no quinto gol.

Logicamente, o atleticano fica satisfeito. Pela vitória. Pela vaga à semifinal. Pela possibilidade do título.

Mas deve ficar mais satisfeito ainda pelas boas revelações do time sub-18, meninos capazes de darem ao Atlético uma geração condizente com a estrutura do CT do Caju.

Raul justifica a decisão de Geninho em não contratar um novo lateral-direito. Se Alberto pifar de novo e Nei não voltar bem, a solução para a camisa 2 estará no próprio Rubro-Negro. Willian, meia, fez o precioso lançamento para Marcelo decidir o jogo. Patrick, como escrevi aqui outro dia, é centroavante trombador: usa o corpo para abrir espaços, um perigo constante na área, assim como Eduardo Salles.

Ninguém me impressionou mais nesse jogo do que o zagueirão Manoel. Contra o Grêmio, o achei meio estabanado por causa da expulsão. Hoje, contudo, ele foi magistral. As melhores jogadas de ataque do Atlético no primeiro tempo foram as suas arrancadas pela direita, ocupando os espaços abertos por Raul.

Cinco bons nomes para Geninho colocar aos poucos no time profissional. E para o torcedor rubro-negro esperar ansioso pela chegada à equipe de cima.

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São Paulo e Internacional são os dois melhores times da Copinha. Um dos dois enfrenta o Atlético na semifinal. Missão dura? Sim. Mas não impossível, como mostrou a vitória sobre o Cruzeiro, terceira grande força da competição.

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Simplesmente horrorosa a bola vermelha, branca, preta e amarela usada a partir das quartas-de-final da Copinha.

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Seja contra São Paulo ou Inter, esta será a sétima semifinal do futebol paranaense na Copinha, a segunda do Atlético. Abaixo, o retrospecto.

Matsubara, 1988 – perdeu para o Nacional por 5 a 4, nos pênaltis (0 a 0 nos 90 minutos). Perdeu o terceiro lugar para o Joinville, por 2 a 1.

Londrina, 1994 — perdeu para o Guarani por 4 a 1, nos pênaltis (1 a 1 nos 90 minutos). Na decisão de terceiro lugar, levou 3 a 1 do Inter também nas penalidades.

Coritiba, 2004 – perdeu para o Corinthians nos pênaltis, por 6 a 5 (1 a 1 nos 90 minutos). Não houve decisão de terceiro lugar.

Paraná, 2005 – perdeu para o Nacional-SP por 3 a 2, após abrir 2 a 0. Não houve decisão de terceiro lugar.

Iraty, 2005 – perdeu para o Corinthians, por 3 a 1. Não houve decisão de terceiro lugar.

Atlético, 2007 – perdeu para o São Paulo, por 4 a 1. Não houve decisão de terceiro lugar.

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