Fernando Diniz caiu. Foi demitido pelo São Paulo após a queda livre no Brasileirão. O time paulista chegou a empolgar, mas o título, pelo visto, já era. Seria a consagração do "Dinizismo". Ele sai sem conquistar títulos. Em 74 jogos, foram 34 vitórias, 20 empates e 20 derrotas.

O Athletico procura técnico. Ou melhor, precisa de um. Paulo Autuori acumula função de diretor e treinador enquanto dá ordens à beira do campo sentado em seu banquinho. De fato, Autuori só assumiu para por ordem na casa e não deixar o clube correr risco da Série B.

Mario Celso Petraglia é fascinado por Diniz. Talvez, só Autuori goze do mesmo prestígio com o cartola. Petraglia é um moedor de técnicos. Não hesita em demitir. Sob sua gestão, (1995 a 2008 e 2012 até o momento), já foram 56 treinadores, média de dois por temporada.

De todos, nenhum deles foi demitido com tamanho prestígio como Diniz. Em junho 2018, Petraglia, na época presidente do conselho Deliberativo, fez até carta prometendo se afastar do futebol após a demissão de Diniz, que saiu com 34,9% de aproveitamento e com o Furacão na vice-lanterna do Brasileirão.

Petraglia não se afastou do futebol e meses depois, sob o comando de Tiago Nunes, o Furacão conquistou a Sul-Americana e terminou a Série A na sétima posição.

Mesmo assim, o dirigente manteve elogios à Diniz. Após a conquista da Sula, comparou o brasileiro ao espanhol Pep Guardiola. Criticou torcida, imprensa e disse que Diniz também poderia ter obtido o mesmo sucesso. Começava ali, a rusga entre Tiago Nunes e Petraglia.

Diniz também tem apreço por "Seu Mario", como ele se refere carinhosamente o CEO do Athletico, e quando saiu disse que ele e Petraglia "estavam dando um tempo" na relação.

O fato é que o perfil profissional e pessoal do técnico agrada e muito Petraglia. Para o dirigente, o técnico é quem pode fazer alavancar a longo prazo o estilo de "jogo CAP", se é que isso existe mesmo.

E desde a saída de Tiago Nunes, o Athletico vive carência de técnicos. No ano passado, o clube fracassou nas investidas de um técnico com o perfil de Diniz. Buscou o argentino Beccacecce, que acertou com Racing, e escutou o não de Miguel Angelo Ramírez, do Dell Valle. Terminou com Dorival Junior, que ficou só por 18 jogos.

Para o início da próxima temporada, a história se repete. O Athletico busca um técnico arrojado no mercado, mas os profissionais disponíveis não se enquadram neste perfil.

Agora, Diniz está livre no mercado e o caminho aberto para o retorno. O problema é a rejeição da torcida. Resta Petraglia bancar o "Dinizismo" de volta ao CAP.

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