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Deu zica geral

Por
Redação
30/04/2013 03:15 - Atualizado: 27/09/2023 15:52

Quando perdeu a quarta partida da série melhor de sete jogos, ficando atrás no duelo com o Chicago Bulls por 3 a 1, parecia que o caminho do Brooklyn Nets nos playoffs da NBA tinha sido fechado para sempre. Nem tanto pela vantagem do adversário na guerra por uma vaga na semifinal da Conferência Leste, mais pela forma como o revés se desenhou. Foram três prorrogações, muita luta jogada pela janela com o resultado negativo. Jogado nas cordas com estilo pelo rival, o Nets se recobrou do choque rapidamente. Nesta segunda-feira, jogou demais – agora com o fator casa de volta a seu lado – e derrotou o Bulls por 110 a 91. Por ora, porém, a disputa ainda está nas mãos de Chicago, 3 a 2.

A noite de festa do Nets teve um nome em especial: Brook Lopez, talvez o único regular da equipe nessa fase mata-mata. Ele tinha média de 22,5 pontos nos quatro primeiros confrontos. Fez 28 pontos, maior pontuador do embate. Sua contribuição maior talvez tenha sido outra, a presença constante e eficiente no garrafão. Pegou 10 rebotes, sendo 6 ofensivos. No total, o Nets abocanhou 44 rebotes, contra 33 dos visitantes. Diferença importante em uma disputa tão acirrada. Basta notar que a aproveitamento dos arremessos (o field goal) terminou em 50% para os dois lados. Assim, quem lançou mais a bola para a cesta, ganhou. Simples até demais.

Deron Williams bem que tentou liderar o time, apesar de ofuscado pelo companheiro. O camisa 8 anotou 23 pontos – três a mais do que sua média na série atual – e distribuiu 10 assistências, cerca de duas a mais do que vinha conseguindo. Outros quatro jogadores terminaram com pontuação em dois dígitos: CJ Watson e Joe Johnson (11), Gerald Wallace (12) e Andray Blatche (13).

A derrota dos Touros na volta para a estrada tem muito a ver com a oscilação de Carlos Boozer. O cara que vem arrebentando na disputa, com médias de 20 pontos por apresentação, nesta segunda-feira estacionou em metade disso. É bem verdade que pegou 10 rebotes, 5 ofensivos. Apesar de ter 11 rebotes de média, normalmente ele atua mais no próprio campo, com 9 rebotes defensivos por jogo. Nate Robinson, o reserva endiabrado do Bulls, desta vez entrou como titular em quadra e ajudou muito, somando 20 pontos e dando 8 assistências. Lamentável foi sua pontaria da linha dos três pontos – encestou um chute de cinco.

Jimmy Butler, este sim parecia a fim de jogo. Dobrou sua média de pontos na série – de 9,5 até então, fez 18 no Barclays Center. E roubou quatro bolas. Uma enormidade para quem tinha nesse fundamento uma estatística discreta de 0,5 por confronto.

A faca e o queijo ainda estão na mão de Chicago, graças à quebra de mando de quadra no jogo 2. Agora, recebe o rival em seu ginásio, quinta-feira, às 21 horas, podendo encerrar a guerra. Para isso, terá de fazer sua melhor eficiência nos arremessos (48% a 45,1%) valer mais do que a ânsia pelo ataque do adversário, que tem mexido mais no placar nesses cinco confrontos: 101,6 a 98,2. Ganhar a briga pelo rebote terá um papel decisivo.

A volta dos mortos-vivos
Em outro duelo desta segunda-feira, o Atlanta Hawks azedou os playoffs para o Indiana Pacers. Absoluta em casa, a equipe de Indianápolis percebeu que a vida no mata-mata é mais dura do que pensava. Além de não liquidar a fatura nas partidas como visitante, ainda viu o placar voltar para o zero, ou melhor, à igualdade por 2 a 2. Os Falcões meteram 102 a 91, mantendo o ritmo ofensivo dos confrontos anteriores e reforçando o empenho defensivo, forçando os chutes dos adversários em condições adversas. Foi a 13ª vitória seguida do Atlanta diante do Indiana na Phillips Arena, um tabu datado de 2006.

Não foi, evidentemente, fácil para os anfitriões. Depois de um massacre providenciado pela artilharia de longa distância – 7 de 8 tentativas foram bem-sucedidas –, a vantagem no placar no intervalo era de 17 pontos. No terceiro quarto, Indiana voou alto, ameaçou estragar a noite em Indianápolis, mantendo o adversário quase nove minutos sem pontuar. O conforto no marcador diminuiu. No quarto decisivo, a liderança dos donos da casa era de modestos sete pontos.

O cestinha do jogo foi Josh Smith. Jogou de maneira monstruosa, com 29 pontos, 11 rebotes (5 no garrafão adversário), 4 assistências, 3 roubadas de bola e 1 bloqueio. Al Horford contribuiu com Atlanta com 18 pontos, 5 rebotes e 4 assistências. Mas quem finalmente deu o ar da graça na série, o que é importantíssimo para o Hawks, foi Kyle Korver. Ele vinha marcando apenas 6,7 pontos por partida nos playoffs. Botou 19 na sua conta no jogo 4. Fez o papel de atirador de elite vermelho e branco. Acertou 7 de 11 arremessos, sendo 5 de 8 do arco (a linha dos três pontos).

Do outro lado da quadra, Paul George, eleito o jogador que mais evoluiu em relação à temporada passada, brilhou sozinho. Conseguiu 21 pontos, 12 rebotes e 4 roubadas de bola. Seu aproveitamento de arremessos foi o ponto fraco: 37,5%. Errou 10 tentativas, sendo 4 de longe. West, Hibbert e Stephenson até tiveram desempenhos dignos. O que complicou mesmo foi a incompetência do banco de reservas. Foram 19 pontos dos reservas – 11 a menos do que produziram os suplentes do Atlanta. O próximo capítulo do confronto será em Indianápolis, no Conseco Fieldhouse, na quarta-feira.

Favoritismo reduzido
O Oklahoma City Thunder teria fechado nesta segunda-feira a série melhor de sete jogos diante do alucinado Houston Rockets. Só Não o fez porque está sem Russell Westbrook – para quem não teve a oportunidade de acompanhar, o astro lesionou o joelho na quarta-feira passada. Assim, com Kevin Durant em voo solo, o OKC foi derrotado fora de casa por 105 a 103. Prossegue liderando o duelo por 3 a 1 e vai avançar para a semifinal da Conferência Oeste, chave em que teve a melhor campanha na fase de classificação.

Mesmo sem Westbrook, que contribuía com 24 pontos, 6,5 rebotes e 7 assistências, o Trovão manteve o jogo 4 equilibrado e teve até a chance de levá-lo para a prorrogação. Ibaka errou uma cesta no último segundo. Há vida sem o ídolo, porém ela é bem mais madrasta do que era com o rapaz em quadra.

Kevin Durant é quem está tendo de se virar. O camisa 32 tinha 28 pontos de média na temporada regular. Antes da lesão do colega, viu esse número cair para 26 nos playoffs. Agora, ostenta 33 – só nas duas partidas como herói solitário, anotou 39,5 em média. Nesta segunda-feira, foi o cestinha do embate com 38 pontos. Ninguém chegou perto. Reggie Jackson e Kevin Martin, os “artilheiros” seguintes do OKC, juntos não chegaram a essa marca. A falta de apoio ao maestro da equipe trouxe o Thunder para mais próximo dos rivais. Meros mortais podem agora sonhar em derrotar o Titã do Oeste. Isso está bem claro.

Já o Houston foi naquele jeito frenético, de muita correria, para tentar adiar a classificação do rival. A falta de paciência do time, ansioso por chegar à cesta adversária, às vezes atrapalha na hora da conclusão. Na reta final do confronto, por exemplo, quando viu o rival se aproximando no placar, o elenco texano resolveu só tentar cestas de três pontos. Facilitou a reação inimiga. Além disso, James Harden, excelente jogador, anda pecando demais quando não pode. Sempre dá umas pisadas no tomate nos minutos decisivos. Desta vez, perdeu uma bola infantil, cedendo contra-ataque para o OKC no meio do ressurgimento do oponente na partida – dando mais gás a ele – e no lance seguinte cometeu uma falta de ataque sem bola, desperdiçando outra posse de bola. Para se ter uma ideia, ele anotou 15 pontos, mas perdeu 10 bolas.

O Houston tem um bom elenco, ainda em construção, e vai incomodar ainda mais na próxima temporada. O melhor de segunda-feira à noite, madrugada no Brasil, foi Chandler Parsons, que chegou perto do triple-double (estatísticas de dois dígitos em três fundamentos). Marcou 27 pontos, pegou 10 rebotes e fez 8 assistências.

O panorama para a nova queda de braço entre os dois times, na quarta-feira, em Oklahoma, é uma reprise deste jogo 4. Muito equilíbrio. No bom duelo que teve vitória do Houston, as duas franquias tiveram 48% de aproveitamento dos arremessos, 44% de aproveitamento dos lances de três pontos, e cometeram incríveis 22 desperdícios de bola. Nesses e nos demais números, foram tão iguais quanto atesta o placar final. Sorte de OKC que basta mais um triunfo para encerrar essa guerra.

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