A decisão do Tribunal de Justiça Desportiva (TJD-PR) sobre o caso Rio Branco não chegou a surpreender – pelo menos os envolvidos no julgamento.

Com a ausência de três auditores, além da substituição de um dos togados – justamente todos com voto favorável à equipe do Litoral na audiência anterior – o veredito já pendia pela condenação desde o início.

A decisão de ontem foi 4 a 2 pela perda dos pontos do Leão – o que recoloca o Paraná na Primeira Divisão Estadual. Na antiga sessão da mesma corte, o placar havia sido 6 a 3 pela absolvição rio-branquense.

O trio faltoso de auditores alegou questões profissionais para o não comparecimento. Dois deles são professores universitários e teriam armado suas grades de aula conforme a pauta do TJD. Ocorre que a audiência de ontem foi extraordinária e, por isso, em um dia incomum. Optaram então, claro, pelos alunos.

Mas foi determinante para a “virada paranista” o voto do auditor Clóvis Galvão Gomes, novato na corte, uma indicação da Federação Paranaense de Futebol (FPF). Ele – que é delegado-chefe do 7º Distrito Policial – substitui Ivan Bonilla, que pediu exoneração para assumir o cargo de conselheiro do Tribunal de Contas.

Mudaram-se os nomes, mudaram-se as ideias. Bonilla era favorável a absolvição do RB; Gomes, não.

O peso do delegado foi enorme. Se ele votasse com entendimento contrário, igual seu antecessor, haveria empate. Em tese, a igualdade no julgamento benefecia o réu (Rio Branco).

E assim se definiu na esfera local a questão do rebaixamento no Estadual 2011. Agora, o tema será apreciado pelo STJD.

A FPF – por força de prazo legal — terá de entregar uma tabela, promover o arbitral da competição de 2012 com este asterisco.

Peterson Muziol Morosko, presidente do TJD-PR e um dos votos contra o Rio Branco, garante que o impasse não vai afetar o início do Regional. Davis Bruel, membro do Pleno e pró Rio Branco no julgamento, concorda.

Vamos ver…

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