Coxa Investidor

Imagem do projeto para o Couto Pereira, com teto retrátil.

 

No último sábado (4), perto das 13h, a diretoria do Coritiba, enfim, decidiu se pronunciar à torcida sobre a possibilidade de Arena Atletiba. O clube, embora tenha conversado sobre o assunto internamente, rechaçou qualquer possibilidade de sociedade com o Atlético.

Através de uma nota de esclarecimento assinada pela diretoria administrativa, o Coxa foi enfático e ainda fez uma menção direta ao procedimento adotado pelo rival para construir a nova Baixada, com apoio do poder público.

“Durante seus 107 anos de história, o Coritiba construiu um patrimônio particular com trabalho de seus torcedores, sócios e dirigentes e recursos próprios. Esta diretoria mantém como objetivo esta tradição para realizar os avanços e ampliações, assim como o desenvolvimento de qualquer projeto referente aos nossos bens”, traz parte central do texto.

Ao mesmo tempo que defende o Couto como única opção em seu site oficial, o Alviverde trabalha outra frente, pois inclusive agendou uma conversa com o empresário João Destro, dono da área do Pinheirão, para articular algum negócio. Destro confirma inclusive que foi contactado por Juliano Belleti, funcionário do Coxa. Alceni Guerra, vice do clube, confirma.

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Audinei Azevedo mostra projeto para o Couto.

Neste ponto, a nota oficial deixa informações no vácuo. “Ainda ressaltamos, não há, em hipótese alguma, a alternativa do Coritiba investir em outro espaço além do Couto Pereira como estádio e casa da torcida coritibana. A informação que circulou nas últimas semanas referente a uma arena conjunta com outras equipes da capital não é uma opção desta diretoria.”

Na Prefeitura corre um projeto para remodelação total do Alto da Glória. Esse é o Plano A. Preferido da torcida, mas ainda sem detalhamento financeiro para a viabilidade.

A proposta para refazer o estádio passariam pelo pesado aporte financeiro de investidores chineses no negócio. O valor chegaria a R$ 700 milhões. A revelação é do advogado e empresário, Audinei Azevedo, articulador do empreendimento. Em entrevista à Gazeta do Povo, ano passado, ele explicou: ‘O Coritiba fica com a parte dos jogos, e os chineses com a de shows e outros eventos’.

Mas tem também o Plano B, no Tarumã. Agora enterrado, a Arena Atletiba seria o C.

 

Atualização: O imbróglio provoca enorme pressão na gestão Rogério Bacellar, com cobranças internas e externas (torcedores, pares e conselheiros). Prova disso é a descabida nota oficial desta sexta (10), quando clube desmente as informações acima, além de Destro e Guerra (que disse em conversa com a Gazeta do Povo existir sim uma perspectiva de conversa com o empresário).

 

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