A Copa do Mundo de 2014 será um marco importante para o futebol no país. Não há discussão sobre isso. Há bilhões em jogo, conforme reportagem do repórter Carlos Eduardo Vicelli nesta Gazeta do Povo. Alguma coisa, um pouco que seja, ficará de legado para o esporte.

Diante dessa óbvia análise, vem a pergunta: qual o quadro que se apresenta para os clubes do estado? Já se pode fazer esse exercício de futurologia. E o cenário não parece muito sólido para Coritiba e Paraná, além, claro, dos combalidos times do interior.

O Atlético ficará com a maior parte do bolo. Terá um estádio praticamente bancado com dinheiro público e, de quebra, desfrutará de generosa isenção fiscal. Sairá do Mundial com uma estrutura invejável e, quem sabe, algum capital – fruto do evento – para gerir.

Já o Coritiba tem planos para canalizar algo com o evento. Vilson Ribeiro de Andrade, recentemente, deixou claro que o Coxa não pode perder o bonde da Copa. Não abriu qual projeto tem em mãos – mas deve ser algo envolvendo centro de treinamento. Pode ser uma saída. Mas parece pouco.

Na mesma linha surge o Paraná. No discurso, tem planos para ganhar algo com o torneio da Fifa. Na prática, não apresenta nenhuma frente de inserção política.

E quando se fala em política, tem-se a chave de ficar dentro ou fora da jogada. Alguém duvida que foi tal força que ajudou os atleticanos?

Em 2015, se o panorama atual prevalecer, teremos um claro desequilíbrio de forças no estado – sobretudo no campo patrimonial e financeiro. Não tem como negar tal evidência. Agora, apesar de o duto jorrar apenas para um lado neste momento, nada indica que isso seria irreversível dentro de campo.

Coxas e paranistas precisam abrir os olhos para o Mundial o mais rápido possível. Vai chover dinheiro, além dos benefícios paternais do estado.

Ainda há tempo.

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