Pedro Serápio / Gazeta do Povo
Os dois gols de Marcos Aurélio no Arapongas garantiram o recorde de 27 partidas sem derrotas

A marca de 27 jogos sem perder em Campeonato Paranaense diz muito. Mas é preciso dimensionar a importância disso para os mais jovens ou aqueles despreocupados com a história.

Eu, com 36 anos hoje, cresci ouvindo atleticanos encherem a boca para falar do timaço rubro-negro do início dos anos 80. Era realmente uma máquina. Não se tratava de papo-furado. Na minha infância, via a equipe de Washington e Assis como referência de futebol bonito no cenário local.

Também me cansei de escutar alviverdes, com os olhos brilhando, lembrar do esquadrão hexacampeão estadual nos anos 70. A sensação que tenho, inclusive, é que os coxas-brancas na casa dos 50 anos não têm palavras para descrever a emoção de ver aqueles craques do passado trajando verde e branco.

Pesquisando sobre recordes no futebol paranaense, descobri que o Coritiba atual já havia superado em termos de invencibilidade ao Britânia dos anos 20 – o patrão do estado na era amadora – e o Paraná dos anos 90 – time quase imbatível até 97.

Pois bem, o Coxa de Marcelo Oliveira – claro com os 11 jogos que herdou da campanha de Ney Franco em 2010 – está (pelos números) no mesmo seleto grupo de times memoráveis.

Vai ficar na história como todos os outros citados? Possivelmente. Boa parte desse grupo tem títulos com a camisa do clube. E levantar troféus é a senha para não ser esquecido. Além disso, o Paranaense deste ano, tudo indica, é questão de tempo.

Não estou comparando, pois até acho que os jogadores de hoje não teriam vaga em nenhuma das agremiações – com exceção do Britânia, um período ainda de aprendizado – elencadas neste comentário.

O fato legal é que não estou ouvindo falar “do imbatível” de outros tempos. Mas posso vê-lo in loco no Couto Pereira.

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