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Irmandade e gratidão marcam encontro de torcidas de Coritiba e Chapecoense

Mural com grafite em homenagem às vítimas da Chapecoense marca o duelo com o Coritiba. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo
Mural com grafite em homenagem às vítimas da Chapecoense marca o duelo com o Coritiba. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo| Foto:
  • PorJulio Filho
  • 03/12/2017 13:13

A partida é decisiva, mas o sentimento entre os “rivais” é de irmandade. Este é o clima que toma conta dos arredores da Arena Condá, em Chapecó, horas antes do encontro entre Coritiba e Chapecoense, às 17 horas, neste domingo (3), na rodada final do Brasileirão.

O embate vale uma vaga na Libertadores para os catarinenses e a salvação da degola para os coxas-brancas. O jogo acontece um ano após a tragédia aérea que vitimou a equipe da Chape na Colômbia.

Objetivos esportivos à parte, o clima entre os torcedores adversários é de gratidão e emoção – o time paranaense foi parceiro dos catarinenses na final da Sul-Americana que não ocorreu, pois a partida decisiva contra o Nacional, da Colômbia, seria justamente no Couto Pereira. Além disso, um dos fundadores da Chape declarou recentemente que a agremiação nasceu com certa inspiração no Coritiba.

Para completar, no Alto da Glória ocorreu uma das mais emocionantes homenagens às vítimas. No dia que seria o encontro final, um culto com todas as torcidas de Curitiba lotou o estádio, fomentando um dos momentos mais emocionantes do esporte brasileiro.

“É uma lástima que este jogo aconteça numa situação dessas, com os dois times precisando vencer. Não queríamos isso”, lamenta o representante comercial Samuel Sabido, 62 anos, torcedor da Chape.

Os coxas-brancas Willian Becker e Natalia Fontana ao lado do torcedor da Chape, Samuel Sabido (à dir): emoção e irmandade marca encontro das torcidas. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

“Estou torcendo para o Coritiba não cair. Porque criamos uma irmandade. Eles estão em nossos corações”, prossegue o catarinense, que se emociona ao relembrar a homenagem prestada pelo Coxa no Couto, dias após a tragédia.

Becker e Natália. Foto: Marcelo Andrade/Gazeta do Povo

“Estamos sendo recepcionados de uma maneira especial. A própria Chape nos mandou e-mail nos incentivando a vir com a camisa do Coxa para Chapecó e usá-la nas ruas”, conta o gerente industrial Willian Becker, 29 anos, que percorreu os 500 quilômetros entre Curitiba a Chapecó ao lado da amiga, Natalia Fontana.

“Nos outros estados, temos medo de andar pelas ruas com a camisa do Coxa. Mas aqui a recepção está sendo incrível”, corrobora Natália. “A gente tem esperança de fugir do rebaixamento. A gente torce pela Chape também, mas precisamos vencer”, reforça a secretária de 29 anos.

Generosidade

A Chapecoense disponibilizou toda a área sul da Arena Condá para a torcida do Coritiba, no jogo desse domingo. São cerca de três mil lugares para os coxas-brancas, que prometem encher o setor. Até dez ônibus com torcedores são esperados em Chapecó. A fila nas bilheterias, por sua vez, já era grande desde a manhã.

Mural

Uma parede da Arena Condá está sendo pintada com os rostos das vítimas do acidente. A homenagem em grafite deve ficar pronto na segunda quinzena de dezembro, mas já pode ser observado por torcedores que chegam ao estádio para acompanhar a partida contra o Coritiba.

 

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