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Coritiba, Atlético e Paraná: alegria, desespero e tristeza, nesta ordem

    • 19/09/2011 12:56

    O Coritiba, enfim, jogou uma partida fora de casa com seriedade. Fazia algum tempo que isso não ocorria. O fato coincide com a aparição do clube na parte de cima da tabela, algo animador para a torcida visualizando as últimas 14 rodadas.

    Ao empatar com o Internacional, o Coxa segurou – pode-se dizer sem exagero – um adversário direto na luta por uma vaga na Libertadores. Figurar entre os cinco primeiros não é – nem nunca foi – algo impossível para os alviverdes.

    O time de Marcelo Oliveira, quando deixa a preguiça e a falta de brio para trás, estará no nível dos rivais que figuram entre a 4ª e a 8ª posição. Neste grupo, talvez com um senão dado ao Botafogo (o mais constante), todos os adversários são bipolares, inseguros e capazes de ceder terreno ao Coxa.

    Com dois jogos de porte médio nesta semana (Cruzeiro e Ceará) surgiu a chance do Coritiba dar uma satisfação à torcida.

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    Na mão inversa deste comentário, vem o Atlético. A chapa esquentou com o empate sem gols com o Figueirense. Se o time perder para o Bahia (um resultado normal, pois o jogo será em Salvador), o Furacão perde da mira um rival direto contra o rebaixamento.

    É preciso tratar esse jogo como decisão-decisão. Jogo de quinhentos pontos. Hoje, com uma passagem de olho rápida pela tabela, percebe-se que a briga para se manter na elite envolve cinco clubes – considerando a situação do América-MG (19 pontos) irreversível.

    São então mais cinco candidatos à guilhotina e três cabeças a rolar: Ceará (27 pts), Bahia(27 pts), Atlético-MG(24 pts), Atlético (23 pts) e Avaí (22 pts). Logo, perder para os baianos afunilaria ainda mais essa sala de tortura.

    Cruzeiro (29 pts) e Grêmio (30 pts) apenas flertam com o perigo neste momento.

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    O Paraná não sobe mais, todo mundo já sabe disso. Como já escrevi aqui anteriormente, não se trata de posição na tabela, mas sim de futebol jogado. Pelo menos dez concorrentes batem fácil o Tricolor hoje.

    Mas apesar dos salários atrasados, o populismo de alguns dirigentes e a compreensível irritação da torcida, arrisco cravar: é muito difícil o time cair. Se fizer o bê-á-bá, escapa com certa folga.

    Parece simples – muito embora dolorosa — a fórmula tricolor para evitar o vexame. 1) A diretoria sair de cena; 2) O técnico escalar os jogadores não contaminados por todo o processo de deterioração do elenco; 3) Resolver as pendências financeiras; 4) O torcedor se conformar com esse fracasso.

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    PS:
    Semana passada, a Gazeta do Povo trouxe uma reportagem sobre os salários atrasados no elenco do Paraná. A apuração contou com a informação de um funcionário e três jogadores. Por motivos óbvios, os nomes não foram revelados.

    Muita gente preferiu não acreditar. Outros atacaram o jornal – pois isso seria fofoca. Na imprensa, viu-se certa desídia para ver se a informação procedia de fato. Sobre essas três situações, rápidas linhas.

    Foi lamentável ver outros veículos de comunicação tratando o assunto como boato. Não se informa nada sem checagem. Chega a ser maldoso com o clube relatar um assunto desses usando o termo “dizem que”. O certo é fazer como nós fizemos: descobre, apura e ouve o clube. O resto é desinformação ou recalque. Não adianta soltar também aquele macetoso “segundo a diretoria”.

    Para quem não acredita, paciência. É um direito que lhe cabe.

    Já quem atacou a reportagem, vale lembrar que salário em dia era uma bandeira dessa diretoria. Após algumas derrotas, ouviu-se dirigente bradar o sacrifício de colocar tudo em ordem.

    Para quem não engole tudo com farinha, realizamos a nossa parte.

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