Lucas Lacaz Ruiz/Folha Imagem
Bola na área é gol: arrasador, ataque rubro-negro balança a rede de todos os jeitos contra o Jacareí

Dos 88 times que disputam a Copinha, só o São Paulo fez mais gols que Atlético e Paraná. O clube paulista marcou 16 vezes, enquanto tricolores e rubro-negros balançaram a rede em 12 oportunidades cada. O prêmio pelo poderio ofensivo é a classificação da dupla, que saiu da situação ruim após a estreia para um lugar na segunda fase.

O Furacão escreveu definitivamente seu nome na Copinha deste ano com o 10 a 0 sobre o Jacareí, maior goleada ao lado de São Paulo 10 x 0 Juventus-AC. Mérito de um ataque com jogadores promissores, como Eduardo Salles, que já circulou pelo time de cima, ou Patrick, artilheiro da Copa Tribuna do ano passado, mais uma joia encontrada pelo PSTC.

Do outro lado do campo, novo mérito do Atlético, a defesa. A formação liderada pelo goleiro Santos, mais o trio de zagueiros Manoel, Carlão e Bruno não foi vazada. Além do Rubro-Negro, apenas São Paulo e Ponte mantiveram a virgindade na primeira fase. Solidez valiosa para os duelos eliminatórios.

No Paraná, o técnico Parraga surpreende por escalar o time em um 4-3-3, com Maicon e Bruno abertos pelos lados e Diego Oliveira no comando do ataque, sempre municiados pelo meia Elvis. Aliás, Elvis foi expulso conta o Santo André. Fará falta na próxima fase.

Se o Atlético chama a atenção pela solidez da zaga, o Tricolor marcou a primeira fase pelo jogue e deixe jogar. Fez 6 a 2 no Paulínia, 4 a 2 no Santo André e levou 4 a 2 do Vila Nova. Futebol camicase que certamente dará muita emoção aos duelos eliminatórios do Tricolor.

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O Atlético pega o Grêmio, o Paraná encara o Palmeiras. Logo, os dois devem aparecer na telinha nesta segunda fase. Boa chance para uma avaliação melhor das promessas tricolores e rubro-negras.

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O Furacãozinho atua no 3-5-2, esquema que, embora seja usado por Geninho com uma variação no meio, foi deixado de lado pelo time de cima na parte final do Brasileiro. O Tricolorzinho joga no 4-3-3, formação que Paulo Comelli não usou uma vez sequer em 2008.

Por mais que o uso desse sistema esteja dando resultado, não seria mais útil para Atlético e Paraná que suas equipes de base jogassem da mesma maneira que o time profissional, para adequar os meninos ao sistema de jogo da equipe de cima?

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É claro que o Coritiba foi atrapalhado por não poder usar boa parte do seu meio-de-campo e ataque do júnior, acima do limite sub-18 da Copinha. Mas todos os 88 times tiveram esse problema. Ou faltou maturidade a Pachequinho para conduzir essa remontagem da equipe ou faltou qualidade aos garotos que emergiram do juvenil. Dois pontos que o clube precisa refletir após o desempenho fraco em São Paulo.

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