Com a faca e o queijo na mão

A primeira rodada do hexagonal final do Sul-Americano Sub-20 serviu para dar tranquilidade à seleção de Ney Franco. Não apenas pelo resultado expressivo conquistado contra o Chile, mas pelo cenário que se apresenta na luta pela vaga nos Jogos de Londres-2012. O que ficou claro nos três jogos da noite de segunda-feira e madrugada de terça-feira é que não há grandes rivais. O Brasil só deve temer a si mesmo para ficar com uma das duas vagas.

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O ataque do escrete nacional funcionou bem ontem como o próprio placar mostra: 5 a 1. Neymar está muito distante em nível técnico em relação a todos os outros jogadores do campeonato. É bem capaz de decidir sozinho qualquer embate. Oscar é habilidoso, apesar de fisicamente ser muito franzino e levar desvantagem quando é marcado de perto. Lucas também aparece bem na frente, com toques rápidos e velocidade. Não gosto mesmo é do reserva Diego Maurício. Esse não está no mesmo patamar.

Além do conhecido salto alto, principal rival de equipes mais gabaritadas, a seleção já provou que tem um crônico problema na defesa. O posicionamento segue deficiente e o goleiro Gabriel não merece ser titular. Bairrismo à parte, o curitibano Aleksander aparentemente joga mais bola. A fragilidade da cozinha brasileira pode atrapalhar porque nem sempre os gols vão sair como aconteceu nessa estreia do hexagonal.

Quanto aos outros cinco times, nada há de ameaçador. Essa geração da Argentina é fraca demais, especialmente na zaga, definitivamente pior do que a nossa. Mas se jogar o feijão com arroz, se recupera nessa fase. O Equador, por sua vez, é forte taticamente e se o atacante Montaño não fosse tão fominha daria mais trabalho do que já dá. Uruguai, Colômbia e Chile são equipes normais.

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O Brasil tem tudo para sobrar no torneio, basta manter a concentração e a vontade dentro de campo. Parece pouco, mas esse mesmo time já foi a campo sem esses pré-requisitos, ou alguém se esqueceu do empate com a modestíssima Bolívia (1 a 1) na fase classificatória?

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