O Cerro Porteño está em festa. Neste fim de semana, o clube inaugurou seu novo estádio, chamado de “La Nueva Olla“. Poderia ser apenas mais uma praça esportiva, não fosse o simbolismo da obra.

Lava Jato chega às Arenas da Copa: apenas Baixada e Beira-Rio se salvam

A nova ‘cancha’ do Ciclón custou US$ 22 milhões de dólares (cerca de R$ 69 milhões), 5% do preço do Maracanã (R$ 1,2 bilhão) ou 21% do Beira-Rio (R$ 330 mi, o mais barato) . A Arena da Baixada (R$ 391,5 mi) usou o dobro somente de empréstimos do BNDES (R$ 131,16 mi).

O preço médio das arenas brasileiras da Copa ficou perto de R$ 670 milhões, apenas para reforçar o abismo.

Com muito orgulho, o Cerro  levantou sua casa (a Catedral da Paixão) com capacidade para 45 mil torcedores sem participação governamental e com muita austeridade. Só para se ter uma ideia, 40 torcedores tiveram a participação direta na construção.

A diretoria do clube  contratou os torcedores, que participaram das obras por 18 meses, ao lado dos demais trabalhadores, que eram de uma empresa terceirizada. Para o plantio do gramado, o Cerro usou apenas pedaços de grama que sobraram das arenas da Copa do Mundo do Brasil, em 2014. O projeto tem um investidor, claro. No caso, o presidente do Cerro, Juan José Zapag, mentor do sonho que não levou em contas as inúmeras dívidas do time guarani.

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